Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Qual é o melhor parâmetro para avaliação pré-operatória da reserva funcional hepática?
Tempo de protrombina → melhor parâmetro para reserva funcional hepática pré-operatória.
O tempo de protrombina reflete a capacidade de síntese hepática dos fatores de coagulação dependentes de vitamina K (II, VII, IX, X), que possuem meia-vida curta. Sua alteração precoce indica disfunção hepática aguda ou crônica descompensada, sendo crucial na avaliação pré-operatória.
A avaliação pré-operatória da função hepática é um pilar fundamental na estratificação de risco de pacientes que serão submetidos a procedimentos cirúrgicos, especialmente aqueles com doença hepática preexistente. Compreender a reserva funcional do fígado é crucial para prever a capacidade do órgão de suportar o estresse cirúrgico e metabolizar medicamentos, impactando diretamente o prognóstico pós-operatório. A escolha do parâmetro correto para essa avaliação é, portanto, de grande relevância clínica. O tempo de protrombina (TP) é considerado o melhor parâmetro para avaliar a reserva funcional hepática devido à sua sensibilidade em refletir a capacidade de síntese de proteínas pelo fígado. Ele mede a atividade dos fatores de coagulação II, VII, IX e X, que são produzidos exclusivamente no fígado e possuem meia-vida relativamente curta. Uma alteração no TP pode indicar rapidamente uma disfunção hepática, seja ela aguda ou uma descompensação de uma doença crônica, tornando-o superior a outros marcadores como transaminases (que indicam lesão celular) ou albumina (que reflete disfunção crônica devido à sua longa meia-vida). A interpretação do TP, muitas vezes expressa como INR (International Normalized Ratio), é essencial para guiar a conduta cirúrgica. Em pacientes com cirrose, por exemplo, o TP/INR é um componente chave de escores prognósticos como Child-Pugh e MELD (Model for End-Stage Liver Disease), que auxiliam na decisão sobre a viabilidade e o risco de uma cirurgia. A correção de coagulopatias antes do procedimento, quando possível, é uma medida importante para reduzir o risco de sangramento.
O tempo de protrombina avalia a síntese dos fatores de coagulação dependentes de vitamina K (II, VII, IX, X), que possuem meia-vida curta. Isso o torna um indicador sensível e precoce da capacidade sintética do fígado, refletindo sua reserva funcional de forma mais dinâmica.
A avaliação da reserva funcional hepática é crucial para estratificar o risco de morbimortalidade em pacientes submetidos a cirurgias, especialmente as de grande porte. Uma função hepática comprometida aumenta significativamente o risco de complicações pós-operatórias, como insuficiência hepática e sangramento.
As transaminases (ALT, AST) indicam lesão hepatocelular, não a função sintética. A albumina, embora produzida pelo fígado, tem meia-vida longa (cerca de 20 dias), o que a torna um marcador de disfunção hepática crônica, mas não tão sensível para alterações agudas ou reserva funcional imediata quanto o tempo de protrombina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo