UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Sobre a avaliação clínica pré-operatória, é CORRETO afirmar:
Cirurgia de baixo risco + anestesia local → geralmente não requer testes pré-operatórios de rotina.
Para cirurgias de baixo risco com anestesia local, a avaliação pré-operatória foca na história clínica e exame físico, dispensando testes laboratoriais de rotina em pacientes saudáveis. A solicitação de exames deve ser individualizada, baseada em comorbidades e no tipo de procedimento.
A avaliação clínica pré-operatória é um pilar fundamental para a segurança do paciente e para otimizar os resultados cirúrgicos. Seu objetivo principal é identificar e otimizar condições médicas preexistentes, avaliar o risco cirúrgico e anestésico, e planejar o manejo perioperatório adequado. A solicitação de testes pré-operatórios deve ser guiada pela história clínica, exame físico, comorbidades do paciente e o tipo de cirurgia a ser realizada, e não por uma abordagem universal. Para a maioria dos pacientes submetidos a cirurgias de baixo risco com anestesia local, como pequenas biópsias ou procedimentos dermatológicos, testes pré-operatórios de triagem de rotina geralmente não são necessários. Nesses casos, uma anamnese detalhada e um exame físico completo são suficientes para identificar potenciais riscos. A solicitação indiscriminada de exames em pacientes saudáveis raramente altera o manejo e pode gerar custos desnecessários e ansiedade. É crucial que o residente compreenda que a repetição de testes deve ser evitada se os resultados recentes (dentro de 3 a 6 meses) forem normais e não houver mudança significativa na condição clínica ou nos medicamentos do paciente. Além disso, o uso de β-bloqueadores em pacientes com cardiopatia isquêmica é uma estratégia importante para reduzir o risco de eventos cardíacos perioperatórios, mas sua indicação e titulação devem ser individualizadas e baseadas em diretrizes clínicas.
Testes pré-operatórios de rotina são indicados para pacientes com comorbidades significativas, cirurgias de médio a alto risco, ou procedimentos que envolvam grande perda sanguínea, não sendo necessários para pacientes saudáveis submetidos a cirurgias de baixo risco com anestesia local.
O uso de beta-bloqueadores em pacientes com cardiopatia isquêmica pode reduzir o risco de eventos cardíacos perioperatórios, como infarto do miocárdio, mas deve ser iniciado e ajustado com cautela, evitando doses elevadas em pacientes sem uso prévio.
Testes pré-operatórios recentes (dentro de 3 a 6 meses) podem não precisar ser repetidos se a condição clínica do paciente não mudou significativamente e não houve introdução de novos medicamentos que possam alterar os resultados.
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