PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Carlos Augusto, de 29 anos, será submetido a uma cirurgia para correção de hérnia inguinal com anestesia local. Na consulta ele refere estar assintomático, e nega internações prévias e doenças crônicas. O protocolo para avaliação pré-operatória desse paciente:
Paciente ASA I, assintomático, cirurgia de baixo risco com anestesia local → Não necessita de exames pré-operatórios de rotina.
Para pacientes jovens, assintomáticos, sem comorbidades (ASA I) e que serão submetidos a procedimentos de baixo risco com anestesia local, a avaliação pré-operatória não exige exames complementares de rotina, focando na história clínica e exame físico.
A avaliação pré-operatória visa identificar fatores de risco e otimizar o paciente para o procedimento cirúrgico, minimizando complicações. A classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA) é amplamente utilizada para estratificar o risco anestésico-cirúrgico. Pacientes ASA I são definidos como indivíduos saudáveis, sem doenças sistêmicas, não fumantes e sem uso regular de álcool. Para pacientes jovens (como Carlos Augusto, 29 anos), assintomáticos, sem comorbidades (ASA I) e que serão submetidos a procedimentos de baixo risco (como correção de hérnia inguinal) sob anestesia local, a literatura e as diretrizes atuais preconizam que não há necessidade de exames complementares de rotina. A história clínica detalhada e o exame físico completo são suficientes para a avaliação. A solicitação indiscriminada de exames como hemograma, glicemia, creatinina, eletrocardiograma (ECG) e radiografia de tórax para pacientes de baixo risco não demonstrou benefício na redução de morbimortalidade e pode, inclusive, gerar custos desnecessários, ansiedade e atrasos devido a achados incidentais que demandam investigação adicional. Os exames devem ser solicitados de forma individualizada, baseados nas comorbidades do paciente, no tipo de cirurgia e no tipo de anestesia.
ASA I significa que o paciente é saudável, sem doenças sistêmicas, não fumante, sem uso regular de álcool ou medicamentos, e com bom estado funcional. É a categoria de menor risco anestésico-cirúrgico.
Pacientes de baixo risco são aqueles com classificação ASA I ou II, submetidos a procedimentos de baixa complexidade, com pouca perda sanguínea e sem grandes alterações fisiológicas esperadas, como cirurgias de hérnia, catarata ou biópsias superficiais.
ECG e radiografia de tórax são indicados para pacientes com comorbidades cardíacas ou pulmonares, idade avançada, ou para cirurgias de médio/alto risco, não sendo rotina para ASA I assintomáticos.
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