UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Paciente masculino de 32 anos é atendido no ambulatório de cirurgia encaminhado do gastroenterologista com diagnóstico de DRGE, com melhora ao tratamento clínico. Entretanto, o paciente prefere tratamento cirúrgico ao tratamento clínico em longo prazo. Na ausência de Inibidores de Bomba Protônica (IBP), o paciente relata pirose intensa, cerca de 1 hora após alimentação, regurgitação e tosse. Foi submetido à endoscopia digestiva alta que evidenciou hérnia de hiato por deslizamento; cárdia alargado; gastrite endoscópica erosiva moderada em antro e refluxo duodenogástrico. Com base no caso clínico acima, assinale a assertiva CORRETA:
DRGE cirúrgica → pHmetria + Manometria esofágica para confirmar refluxo e avaliar motilidade.
Para pacientes com DRGE que optam por tratamento cirúrgico, a pHmetria esofágica é crucial para confirmar o refluxo patológico, e a manometria esofágica é essencial para avaliar a função motora do esôfago e a localização do esfíncter esofágico inferior, prevenindo complicações e garantindo o sucesso da fundoplicatura.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum que afeta milhões de pessoas, caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Embora o tratamento clínico com inibidores de bomba protônica (IBP) seja a primeira linha, alguns pacientes optam ou necessitam de tratamento cirúrgico, como a fundoplicatura, devido à falha terapêutica, intolerância aos medicamentos ou preferência pessoal. É crucial que o diagnóstico de DRGE seja bem estabelecido antes da indicação cirúrgica, especialmente em casos de sintomas atípicos ou resposta parcial ao IBP. O diagnóstico da DRGE é primariamente clínico, baseado nos sintomas típicos de pirose e regurgitação. No entanto, para a indicação cirúrgica, exames complementares são indispensáveis. A pHmetria esofágica de 24 horas é o padrão-ouro para confirmar a exposição patológica ao ácido no esôfago. A manometria esofágica de alta resolução é fundamental para avaliar a motilidade esofágica e a função do esfíncter esofágico inferior, descartando distúrbios primários que poderiam mimetizar a DRGE ou contraindicar a cirurgia, além de auxiliar na escolha da técnica cirúrgica mais adequada. O tratamento cirúrgico da DRGE, geralmente a fundoplicatura de Nissen, visa restaurar a barreira antirrefluxo. A avaliação pré-operatória completa, incluindo pHmetria e manometria, é vital para selecionar os pacientes corretos, otimizar os resultados cirúrgicos e minimizar complicações como disfagia pós-operatória. Residentes devem dominar a interpretação desses exames para uma prática clínica segura e eficaz no manejo da DRGE.
Antes da cirurgia de DRGE, a pHmetria esofágica é essencial para confirmar o refluxo patológico, e a manometria esofágica é fundamental para avaliar a motilidade esofágica e a localização do esfíncter esofágico inferior, garantindo a segurança e eficácia do procedimento.
A manometria esofágica é crucial para descartar distúrbios primários da motilidade esofágica, como acalasia, que contraindicariam a fundoplicatura, e para guiar a técnica cirúrgica, evitando disfagia pós-operatória.
Não, a endoscopia digestiva alta pode identificar esofagite erosiva ou hérnia de hiato, mas não é suficiente para diagnosticar DRGE em todos os casos, especialmente na doença do refluxo não erosiva (DRNE), onde a pHmetria é necessária para confirmar o refluxo patológico.
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