FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
Paciente do sexo feminino, 56 anos de idade, obesa e sedentária, sem passado mórbido significativo e em bom estado geral, foi submetida à anamnese cuidadosa, que não evidenciou doença alguma. Ao exame clínico completo, além da obesidade, o único achado foi dor à palpação profunda do hipocôndrio direito. Solicitado exame ultrassonográfico, descobriu-se colecistolitíase. Foi indicada colecistectomia. Com relação ao quadro clínico descrito acima, o exame de sangue mais importante a ser realizado antes da operação é:
Paciente obesa/sedentária para cirurgia eletiva → Rastrear diabetes (glicemia, HbA1c) para otimizar controle glicêmico e reduzir riscos.
Em pacientes com fatores de risco para diabetes mellitus (obesidade, sedentarismo), mesmo sem diagnóstico prévio, é crucial realizar exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada (HbA1c) antes de uma cirurgia eletiva. O diabetes não controlado aumenta significativamente o risco de infecções, problemas de cicatrização e outras complicações pós-operatórias.
A colecistectomia é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns, frequentemente indicada para colecistolitíase sintomática. A avaliação pré-operatória visa identificar e otimizar condições clínicas que possam aumentar o risco de complicações cirúrgicas. Embora exames básicos como hemograma e coagulograma sejam padrão, a individualização da avaliação é crucial, especialmente em pacientes com fatores de risco. No caso de uma paciente obesa e sedentária, mesmo sem um histórico mórbido conhecido, a probabilidade de ter diabetes mellitus tipo 2 não diagnosticado é elevada. A obesidade é um dos principais fatores de risco para resistência à insulina e diabetes. O diabetes não controlado no período perioperatório está associado a uma série de complicações, incluindo infecções do sítio cirúrgico, retardo na cicatrização de feridas, eventos cardiovasculares e renais, e maior tempo de internação hospitalar. Portanto, o rastreio ativo para diabetes é uma medida preventiva fundamental. A glicemia de jejum e a hemoglobina glicada (HbA1c) são os exames mais importantes para rastrear e avaliar o controle glicêmico. A glicemia de jejum reflete o nível de glicose no momento da coleta, enquanto a HbA1c oferece uma média do controle glicêmico nos últimos 2-3 meses. A identificação de diabetes ou de um controle glicêmico inadequado permite a implementação de medidas para otimizar a glicemia antes da cirurgia, reduzindo significativamente a morbidade pós-operatória e garantindo uma recuperação mais segura e eficaz.
A obesidade e o sedentarismo são fatores de risco significativos para o desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2. Mesmo sem um diagnóstico prévio, é fundamental rastrear a condição com glicemia de jejum e hemoglobina glicada (HbA1c), pois o diabetes não controlado aumenta o risco de infecções do sítio cirúrgico, retardo na cicatrização e outras complicações pós-operatórias.
Um diabetes não controlado no período perioperatório está associado a um risco aumentado de infecções (especialmente do sítio cirúrgico), cicatrização de feridas prejudicada, eventos cardiovasculares, insuficiência renal aguda e maior tempo de internação hospitalar. O controle glicêmico otimizado é crucial para reduzir esses riscos.
Além do rastreio de diabetes, exames rotineiros antes de uma colecistectomia incluem hemograma completo (para avaliar anemia, infecção), coagulograma (para avaliar risco de sangramento), eletrólitos, ureia e creatinina (para função renal), e testes de função hepática (bilirrubinas, aminotransferases) para avaliar a via biliar e o fígado.
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