UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Toda pessoa, antes de realizar um procedimento cirúrgico, deve ser avaliada para que se determine seu risco pré-operatório. Com relação à avaliação pré-operatória:
Diabéticos têm maior risco de DAC assintomática; ECG pré-operatório é indicado para estratificação de risco cardíaco.
Pacientes diabéticos apresentam maior prevalência de doença arterial coronariana (DAC), frequentemente assintomática devido à neuropatia autonômica. Por isso, a realização de um eletrocardiograma (ECG) pré-operatório é fundamental para identificar alterações isquêmicas ou arritmias que possam aumentar o risco cardiovascular durante e após a cirurgia, mesmo em pacientes sem sintomas cardíacos.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental para a segurança do paciente, visando identificar e otimizar condições clínicas que possam aumentar o risco de morbimortalidade durante e após a cirurgia. O objetivo principal é estratificar o risco individual, planejar a conduta anestésico-cirúrgica e, quando possível, modificar fatores de risco. Uma avaliação cuidadosa pode prevenir complicações e melhorar os desfechos pós-operatórios. Em relação aos exames complementares, a indicação deve ser seletiva e baseada na história clínica, exame físico e fatores de risco do paciente, bem como no tipo de procedimento cirúrgico. Pacientes diabéticos, por exemplo, possuem um risco aumentado de doença arterial coronariana (DAC) assintomática devido à neuropatia autonômica, que pode mascarar sintomas de isquemia. Por essa razão, a realização de um eletrocardiograma (ECG) pré-operatório é uma recomendação importante para esses pacientes, mesmo na ausência de sintomas cardíacos, para auxiliar na estratificação do risco cardiovascular. É um erro comum solicitar uma bateria extensa de exames de rotina para todos os pacientes assintomáticos, pois a evidência mostra que isso raramente reduz a morbimortalidade e pode gerar custos desnecessários e atrasos. O interrogatório e o exame físico são as ferramentas mais poderosas na avaliação pré-operatória. A presença de infecção urinária, por exemplo, deve ser tratada antes de cirurgias eletivas, mas a testagem universal não é indicada. A abordagem deve ser sempre individualizada e baseada em evidências.
Diabéticos têm maior risco de doença arterial coronariana (DAC), que pode ser assintomática devido à neuropatia autonômica. O ECG ajuda a identificar isquemia ou arritmias, otimizando a estratificação do risco cardiovascular perioperatório e o planejamento da conduta.
Os principais fatores incluem idade avançada, história de doença cardíaca isquêmica, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, diabetes mellitus, insuficiência renal e o tipo de cirurgia (alto risco de complicações cardíacas).
Não, exames de rotina como testagem para HIV ou urocultura em pacientes assintomáticos não são universalmente indicados. A solicitação de exames deve ser individualizada, baseada na história clínica, exame físico e tipo de cirurgia, e não em uma abordagem 'para todos'.
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