Avaliação Pré-operatória: Exames e Risco Cirúrgico

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Assinale a alternativa verdadeira relacionada à avaliação clínica pré-operatória.

Alternativas

  1. A) O teste ergométrico não consegue aferir de maneira objetiva a capacidade funcional cardíaca pré-operatória.
  2. B) Pacientes classificados com risco cardiológico elevado no pré-operatório devem permanecer em monitoração por período de 6 horas no pós-operatório imediato, período no qual se concentra a maioria das complicações.
  3. C) As anormalidades encontradas no eletrocardiograma, em pacientes acima de 60 anos, têm alto poder preditivo de complicações perioperatórias.
  4. D) A avaliação do Rx de tórax interfere frequentemente no manejo anestésico do paciente e é um bom preditor de complicações.
  5. E) Não há indicação da realização de exames rotineiros na avaliação de pacientes assintomáticos submetidos a procedimentos de baixa complexidade.

Pérola Clínica

Exames pré-operatórios rotineiros não são indicados para assintomáticos em cirurgias de baixa complexidade.

Resumo-Chave

A realização de exames complementares no pré-operatório deve ser individualizada, baseada na idade do paciente, comorbidades, tipo de cirurgia e achados do exame físico. Exames de rotina em pacientes assintomáticos para procedimentos de baixa complexidade não reduzem complicações e aumentam custos.

Contexto Educacional

A avaliação clínica pré-operatória é um pilar fundamental para a segurança do paciente e para otimizar os resultados cirúrgicos. Seu objetivo principal é identificar e quantificar o risco de complicações perioperatórias, permitindo a implementação de estratégias para minimizá-las. A epidemiologia mostra que complicações cardiovasculares e pulmonares são as mais comuns, e a avaliação deve ser individualizada, considerando as comorbidades e o tipo de cirurgia. A fisiopatologia das complicações perioperatórias está frequentemente ligada à resposta ao estresse cirúrgico em pacientes com reserva fisiológica limitada. O diagnóstico de risco envolve a estratificação por escalas (ex: ASA, Goldman) e a avaliação da capacidade funcional. É crucial suspeitar de risco elevado em pacientes com múltiplos fatores de risco, como idade avançada, doença cardíaca isquêmica, insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica e diabetes. O tratamento, ou manejo, no pré-operatório envolve a otimização de condições clínicas, como controle glicêmico e pressão arterial, e a indicação criteriosa de exames complementares. O prognóstico é melhor quando a avaliação é completa e as intervenções são baseadas em evidências. Pontos de atenção incluem evitar a solicitação excessiva de exames desnecessários e focar naqueles que realmente podem alterar a conduta ou o risco.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores a considerar na avaliação pré-operatória?

Os principais fatores incluem a idade do paciente, comorbidades existentes (cardíacas, pulmonares, renais, etc.), tipo e complexidade da cirurgia proposta, e a capacidade funcional do paciente.

Quando o eletrocardiograma (ECG) é indicado no pré-operatório?

O ECG é indicado para pacientes com doença cardiovascular conhecida, sintomas sugestivos de doença cardíaca, ou para cirurgias de risco intermediário a alto, especialmente em pacientes acima de 40-50 anos.

Exames de rotina pré-operatórios são sempre necessários?

Não, exames de rotina não são indicados para pacientes assintomáticos submetidos a procedimentos de baixa complexidade, pois não demonstram benefício na redução de complicações e aumentam custos.

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