UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022
Paciente homem, de 38 anos, procurou assistência médica devido à colelitíase sintomática. Na avaliação pré-operatória, informou ser hipertenso controlado, tabagista há 20 anos, 1 maço ao dia, sem outras comorbidades. Qual a conduta adequada relativa ao pré-operatório desse paciente?
Colelitíase sintomática + fatores de risco (tabagismo, HAS) → avaliar risco cardiológico (Critério de Lee) para exames não invasivos.
Pacientes com colelitíase sintomática e fatores de risco cardiovascular (hipertensão, tabagismo) necessitam de avaliação pré-operatória cuidadosa. O Critério de Lee é uma ferramenta importante para estratificar o risco cardíaco em cirurgias não cardíacas, e um risco intermediário ou alto pode indicar a necessidade de exames cardiológicos não invasivos.
A avaliação pré-operatória é um componente crítico da segurança do paciente, visando identificar e otimizar condições médicas preexistentes que possam aumentar o risco de complicações durante e após a cirurgia. Em pacientes com colelitíase sintomática, a colecistectomia é o tratamento definitivo. No entanto, a presença de comorbidades como hipertensão e tabagismo exige uma análise cuidadosa do risco cardiovascular, que é a principal causa de morbimortalidade em cirurgias não cardíacas. A estratificação de risco é fundamental para guiar a solicitação de exames complementares e avaliações especializadas. O Critério de Lee (ou Índice de Risco Cardíaco Revisado) é uma ferramenta amplamente utilizada para estratificar o risco de eventos cardíacos maiores. Ele considera fatores como história de doença isquêmica, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, diabetes mellitus em uso de insulina, insuficiência renal e o tipo de cirurgia (alto risco). Pacientes com pontuação de Lee de 0 a 1 são considerados de baixo risco, enquanto aqueles com 2 ou mais pontos são de risco intermediário a alto. A hipertensão controlada e o tabagismo são fatores de risco cardiovascular importantes, mas não são pontuados isoladamente no Critério de Lee para eventos cardíacos maiores, embora aumentem o risco global. A conduta adequada envolve a estratificação do risco. Se o paciente apresentar um risco cardiológico intermediário ou alto (Critério de Lee ≥ III, como na alternativa D), a necessidade de exames cardiológicos não invasivos, como ecocardiograma ou teste ergométrico, deve ser considerada. Esses exames são úteis se seus resultados puderem alterar a conduta perioperatória. A colangio-ressonância não é rotina para colelitíase sintomática sem suspeita de coledocolitíase. Avaliações de cardiologia e pneumologia, juntamente com exames complementares, são indicadas com base na estratificação de risco, não de forma indiscriminada. O manejo do tabagismo, idealmente, inclui a cessação pelo menos 4-8 semanas antes da cirurgia para reduzir riscos pulmonares.
Os principais fatores de risco incluem doença coronariana isquêmica, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, diabetes mellitus e insuficiência renal. O tabagismo e a hipertensão também são importantes, embora não estejam diretamente no Critério de Lee como fatores de risco independentes para eventos cardíacos maiores.
O Critério de Lee (ou Índice de Risco Cardíaco Revisado) é uma ferramenta para estratificar o risco de eventos cardíacos maiores (infarto, edema pulmonar, fibrilação ventricular, parada cardíaca, AVC) em cirurgias não cardíacas. Ele atribui pontos a fatores como doença coronariana, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, diabetes insulinodependente, insuficiência renal e tipo de cirurgia de alto risco. A pontuação define a necessidade de exames adicionais e manejo.
Exames cardiológicos não invasivos, como ecocardiograma ou teste ergométrico, são indicados para pacientes com risco cardíaco intermediário ou alto (Critério de Lee ≥ 1 ponto) que serão submetidos a cirurgias de risco intermediário ou alto, especialmente se houver mudança na conduta clínica ou cirúrgica baseada nos resultados.
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