UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2025
É indicação de solicitação de exames de coagulação no pré-operatório, exceto:
Coagulograma pré-op não é rotina → solicitar apenas com história de sangramento, uso de anticoagulantes ou hepatopatia.
A solicitação indiscriminada de exames de coagulação em pacientes assintomáticos e sem fatores de risco tem baixo valor preditivo e não altera desfechos. A anamnese detalhada sobre sangramentos e uso de medicamentos é a principal ferramenta de triagem.
A avaliação pré-operatória visa identificar e otimizar as condições clínicas do paciente para minimizar os riscos associados ao procedimento cirúrgico. Historicamente, a solicitação de uma bateria de exames de rotina era prática comum, mas a medicina baseada em evidências tem demonstrado que uma abordagem seletiva é mais eficaz e custo-efetiva. Os exames de coagulação, como o Tempo de Protrombina (TAP/INR) e o Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (PTTa), são exemplos clássicos de testes que não devem ser solicitados rotineiramente. Em pacientes sem história clínica sugestiva de distúrbios de hemostasia, a probabilidade de encontrar uma alteração significativa é muito baixa, e resultados falso-positivos podem levar a investigações desnecessárias e atrasos na cirurgia. As indicações precisas para a solicitação de coagulograma incluem: história pessoal ou familiar de sangramento anormal, uso atual de anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários, e presença de comorbidades que sabidamente afetam a hemostasia, como hepatopatias e insuficiência renal crônica. A idade isolada ou o porte da cirurgia não são, por si só, indicações para a realização desses exames. A ferramenta mais poderosa na avaliação do risco de sangramento continua sendo uma anamnese e um exame físico detalhados.
História pessoal ou familiar de sangramentos anormais (epistaxe, hematomas fáceis), sangramento excessivo em procedimentos prévios (ex: extração dentária), uso de anticoagulantes ou antiagregantes e presença de doenças que afetam a coagulação, como hepatopatias e insuficiência renal.
Porque a idade, sem outros fatores de risco, não aumenta a probabilidade pré-teste de uma coagulopatia não diagnosticada a ponto de justificar o rastreio universal. A decisão deve ser sempre baseada na avaliação clínica individualizada.
O fígado é responsável pela síntese da maioria dos fatores de coagulação. Em hepatopatias crônicas, há uma deficiência na produção desses fatores, além de possível plaquetopenia por hiperesplenismo, aumentando significativamente o risco de sangramento perioperatório.
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