UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Na avaliação pré-anestésica do paciente que vai se submeter a uma cirurgia não cardíaca, usam-se normas baseadas nas orientações do American College of Cardiology e da American Heart Association. No que se refere às recomendações dessas entidades para a avaliação complementar pré-operatória de pacientes que realizarão cirurgia não cardíaca, pode-se
ECG pré-operatório de rotina dispensável em assintomáticos para cirurgia de baixo risco, conforme ACC/AHA.
As diretrizes ACC/AHA desaconselham o ECG de rotina em pacientes assintomáticos submetidos a cirurgias de baixo risco, focando a avaliação em fatores de risco e capacidade funcional para otimizar a segurança e evitar exames desnecessários.
A avaliação pré-anestésica é um pilar fundamental para a segurança do paciente em cirurgias não cardíacas, visando identificar e otimizar condições médicas preexistentes que possam aumentar o risco de complicações perioperatórias. As diretrizes do American College of Cardiology (ACC) e da American Heart Association (AHA) fornecem um roteiro baseado em evidências para essa avaliação, estratificando o risco cardiovascular e orientando a necessidade de exames complementares. A compreensão dessas diretrizes é crucial para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência. A estratificação de risco cardiovascular pré-operatório considera o tipo de cirurgia (baixo, intermediário ou alto risco), a capacidade funcional do paciente e a presença de fatores de risco cardíacos. O eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações, embora seja um exame comum, não é indicado de rotina para todos os pacientes. As diretrizes recomendam dispensá-lo em pacientes assintomáticos que serão submetidos a procedimentos cirúrgicos de baixo risco, a fim de evitar exames desnecessários e otimizar recursos. A indicação de exames adicionais, como testes de estresse ou avaliação da função ventricular, é reservada para pacientes com alto risco e/ou baixa capacidade funcional. O manejo pré-operatório adequado envolve a otimização de condições como hipertensão, diabetes e dislipidemia, além da consideração de medicamentos perioperatórios. A decisão de prosseguir com a cirurgia ou adiar para otimização deve ser individualizada, sempre ponderando os riscos e benefícios. O objetivo final é reduzir a morbimortalidade cardiovascular perioperatória, garantindo a melhor segurança possível para o paciente.
Os principais fatores incluem doença coronariana, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, diabetes mellitus e insuficiência renal. A estratificação de risco é crucial para o manejo adequado.
O ECG é recomendado para pacientes com doença cardiovascular conhecida, arritmias, sintomas cardíacos ou para aqueles submetidos a cirurgias de risco intermediário a alto, especialmente se houver fatores de risco adicionais.
A capacidade funcional é um preditor independente de eventos cardíacos perioperatórios. Pacientes com boa capacidade funcional (≥ 4 METs) geralmente têm menor risco, enquanto baixa capacidade funcional pode indicar necessidade de investigação adicional.
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