TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
Paciente com história de síndrome coronária crônica está assintomático e veio na consulta para avaliação pré-operatória para cirurgia de catarata. Qual a alternativa correta sobre a melhor abordagem deste paciente?
Cirurgia de catarata = baixo risco (<1%) → dispensável investigação isquêmica em assintomáticos.
Pacientes com síndrome coronariana crônica estável e assintomáticos não necessitam de exames de imagem ou testes de isquemia para procedimentos de baixo risco cardiovascular.
A avaliação perioperatória visa estratificar o risco de complicações cardiovasculares e otimizar o manejo clínico. Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e da AHA/ACC, procedimentos de baixo risco (<1% de eventos) não justificam a realização de exames subsidiários em pacientes assintomáticos, mesmo com histórico de coronariopatia estável. O foco deve ser a manutenção das medicações crônicas e o controle de fatores de risco. Em relação aos medicamentos, a suspensão de IECA ou BRA pode ser considerada no dia da cirurgia para prevenir hipotensão intraoperatória, mas não é uma regra absoluta para procedimentos de baixo risco. O gabarito reforça que a conduta correta é o controle clínico sem necessidade de novos exames de imagem ou invasivos, respeitando a estabilidade do quadro coronariano do paciente.
Exames de isquemia, como teste ergométrico ou cintilografia, só devem ser solicitados se o paciente apresentar sintomas anginosos instáveis, baixa capacidade funcional (< 4 METs) em cirurgias de risco intermediário ou alto, ou se o resultado for mudar a conduta cirúrgica imediata. Para cirurgias de baixo risco, como a catarata, a investigação adicional não está indicada, independentemente do histórico de doença coronariana estável, desde que o paciente esteja assintomático.
Geralmente, o ácido acetilsalicílico (AAS) não deve ser suspenso em cirurgias de catarata. O risco de eventos trombóticos cardiovasculares decorrentes da suspensão supera o risco de sangramento local, que costuma ser mínimo e controlável nesse tipo de procedimento. A decisão deve ser individualizada, mas as diretrizes atuais recomendam a manutenção da antiagregação simples para evitar complicações isquêmicas perioperatórias.
A cirurgia de catarata é classificada como um procedimento de baixo risco cardiovascular, apresentando uma taxa de eventos cardíacos adversos maiores (MACE) inferior a 1%. Por ser um procedimento superficial, de curta duração e com mínima perda volêmica, as exigências de reserva funcional e estabilidade hemodinâmica são significativamente menores do que em cirurgias cavitárias ou vasculares.
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