HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2021
Mulher de 35 anos será submetida à colecistectomia videolaparoscópica eletiva devido à colecistite crônica calculosa. Na avaliação pré-operatória desta paciente, que não apresenta outros sintomas, exceto dor abdominal após ingesta alimentar, qual das alternativas abaixo está correta?
Pacientes assintomáticos para colecistectomia eletiva → exames pré-operatórios de rotina não reduzem risco.
Para cirurgias de baixo risco em pacientes sem comorbidades significativas, a rotina laboratorial extensa não é custo-efetiva e não demonstrou reduzir complicações. A avaliação deve ser direcionada pela história clínica e exame físico, focando em potenciais riscos específicos.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental da segurança do paciente cirúrgico, visando identificar e otimizar condições médicas preexistentes para minimizar riscos perioperatórios. Para procedimentos de baixo risco, como a colecistectomia videolaparoscópica em pacientes jovens e saudáveis, a tendência atual é por uma avaliação mais direcionada, evitando exames laboratoriais de rotina que não demonstram benefício na redução de complicações. A estratificação de risco, frequentemente utilizando a classificação ASA (American Society of Anesthesiologists), guia a necessidade de exames complementares. Pacientes ASA I ou II submetidos a cirurgias de baixo ou médio risco geralmente não necessitam de exames laboratoriais extensos. A história clínica e o exame físico são as ferramentas mais poderosas para identificar riscos potenciais, como histórico de sangramentos ou doenças cardiovasculares. A introdução de medicamentos como betabloqueadores ou a suspensão de IECAs no pré-operatório deve ser individualizada. Betabloqueadores são indicados para pacientes de alto risco cardíaco, enquanto a manutenção ou suspensão de IECAs depende do risco de hipotensão perioperatória. O objetivo é sempre otimizar o estado do paciente, não realizar exames ou intervenções desnecessárias que podem gerar custos e ansiedade sem benefício comprovado.
Em pacientes jovens e saudáveis, sem comorbidades ou sintomas além da dor biliar, exames de rotina extensos geralmente não são indicados. A avaliação deve ser direcionada pela história clínica e exame físico, focando em potenciais riscos específicos.
A introdução de betabloqueadores no pré-operatório é indicada para pacientes com risco cardíaco elevado, como aqueles com doença arterial coronariana estabelecida ou múltiplos fatores de risco, especialmente para cirurgias de alto risco. Não é uma medida universal.
Uma história clínica detalhada sobre sangramentos prévios, uso de anticoagulantes ou antiagregantes, e histórico familiar de coagulopatias é crucial para predizer o risco de sangramento cirúrgico e planejar a conduta perioperatória adequada.
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