Avaliação Pré-Operatória: Risco Cardiovascular em Cirurgia Não Cardíaca

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2019

Enunciado

Homem, 74 anos, hipertenso, diabético tipo 2, ex-tabagista por 30 anos, com plano de cirurgia de endarterectomia de carótida esquerda. O paciente está assintomático, mas há 06 meses apresentou hemiparesia braquial direita, atribuída, na ocasião, a Ataque Isquêmico Transitório (AIT). Angiotomografia de carótidas mostra lesão de 90% em carótida interna esquerda e 30% na direita. Está em uso de AAS, sinvastatina, losartan, metformina e insulina NPH à noite. Hemograma e coagulograma normais, glicemia de jejum=115 mg/dl, Hb1Ac; 6,9%, Uréia= 82 mg/dl, Creatinina 2,7 mg/dl, Sódio= 140 mEq/L, potássio=5,1 mEq/L. Com base na III Diretriz Brasileira de Avaliação Pré-Operatória paraestratificação de risco cardiovascular para cirurgias não cardíacas, a conduta mais adequada é: (3ª Diretriz de Avaliação Cardiovascular Perioperatória da Sociedade Brasileirade Cardiologia- Volume 109, N° 3, Suplemento 1, Setembro 2017).

Alternativas

  1. A) solicitar um teste funcional não invasivo, como uma cintilografia de perfusão miocárdica em repouso e stress.
  2. B) adiar a cirurgia e realizar cineangiocoronariografia, pois, caso ocorram lesões coronarianas críticas, seria mais apropriado cirurgia de revascularização combinada, carotídea e miocárdica.
  3. C) Solicitar Rx de tórax pela história de tabagismo e iniciar metoprolol oral até atingir controle de frequência cardíaca e pressão arterial, podendo-se, então, liberar o paciente para a cirurgia.
  4. D) iniciar metoprolol oral e solicitar cineangiocoronariografia.
  5. E) liberar o paciente para a cirurgia, uma vez que a situação clínica indica intervenção de urgência.

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