DVP e DIC: Exame Físico Pré-Operatório Essencial

Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022

Enunciado

Pacientes com doença vascular periférica têm elevada incidência de doença isquêmica do coração, que representa um fator preditivo de complicação, no perioperatório. Por isso, no exame físico pré-operatório, é CORRETO afirmar que são informações importantes a serem colhidas:

Alternativas

  1. A) A presença de diabetes mellitus e hepatopatia.
  2. B) A existência de distúrbios da tireoide e doença pulmonar crônica.
  3. C) A existência de alterações de pulsos arteriais ou sopro carotídeo.
  4. D) A presença de marca-passo ou de cardioversor desfibrilador implantável.

Pérola Clínica

DVP + DIC → exame físico pré-operatório deve buscar alterações de pulsos arteriais e sopro carotídeo.

Resumo-Chave

Pacientes com doença vascular periférica frequentemente têm doença aterosclerótica sistêmica, incluindo doença isquêmica do coração e doença cerebrovascular. No pré-operatório, a avaliação de pulsos arteriais (indicando DVP) e a ausculta de sopro carotídeo (sugerindo estenose carotídea) são cruciais para identificar riscos cardiovasculares e cerebrovasculares, que impactam diretamente o manejo perioperatório.

Contexto Educacional

A avaliação pré-operatória em pacientes com doença vascular periférica (DVP) é um pilar fundamental para a segurança cirúrgica. A DVP é um marcador de aterosclerose sistêmica, o que significa que esses pacientes têm uma incidência significativamente elevada de doença isquêmica do coração (DIC) e doença cerebrovascular. A identificação desses riscos é crucial para prevenir complicações cardiovasculares e cerebrovasculares no período perioperatório. O exame físico desempenha um papel central nessa avaliação. A palpação cuidadosa dos pulsos arteriais periféricos (carotídeos, radiais, femorais, poplíteos, tibiais posteriores e pediosos) pode revelar diminuição ou ausência de pulsos, sugerindo doença arterial obstrutiva. A ausculta de sopros arteriais, especialmente o sopro carotídeo, é um achado importante que pode indicar estenose carotídea significativa, aumentando o risco de acidente vascular cerebral perioperatório. A presença desses achados no exame físico deve alertar o médico para a necessidade de investigação adicional, como ultrassom Doppler de carótidas ou exames cardiológicos, e para a implementação de estratégias de otimização clínica antes da cirurgia. O manejo perioperatório deve ser individualizado, considerando a estratificação de risco e a necessidade de monitorização intensiva e profilaxia de eventos cardiovasculares.

Perguntas Frequentes

Por que pacientes com DVP têm alto risco de doença isquêmica do coração?

A DVP é uma manifestação da aterosclerose sistêmica, que afeta múltiplas artérias, incluindo as coronárias. Portanto, a presença de DVP indica uma alta probabilidade de doença aterosclerótica em outros leitos vasculares, como o cardíaco.

Qual a importância de avaliar os pulsos arteriais no pré-operatório?

A avaliação dos pulsos arteriais periféricos (femoral, poplíteo, tibial posterior, pedioso) permite identificar a presença e a gravidade da doença arterial periférica, um marcador de aterosclerose sistêmica e risco cardiovascular aumentado.

O que um sopro carotídeo pode indicar e por que é relevante no pré-operatório?

Um sopro carotídeo pode indicar estenose da artéria carótida, que aumenta o risco de acidente vascular cerebral perioperatório. Sua identificação exige investigação adicional e pode influenciar o plano anestésico e cirúrgico.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo