Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
Pacientes com doença vascular periférica têm elevada incidência de doença isquêmica do coração, que representa um fator preditivo de complicação, no perioperatório. Por isso, no exame físico pré-operatório, é CORRETO afirmar que são informações importantes a serem colhidas:
DVP + DIC → exame físico pré-operatório deve buscar alterações de pulsos arteriais e sopro carotídeo.
Pacientes com doença vascular periférica frequentemente têm doença aterosclerótica sistêmica, incluindo doença isquêmica do coração e doença cerebrovascular. No pré-operatório, a avaliação de pulsos arteriais (indicando DVP) e a ausculta de sopro carotídeo (sugerindo estenose carotídea) são cruciais para identificar riscos cardiovasculares e cerebrovasculares, que impactam diretamente o manejo perioperatório.
A avaliação pré-operatória em pacientes com doença vascular periférica (DVP) é um pilar fundamental para a segurança cirúrgica. A DVP é um marcador de aterosclerose sistêmica, o que significa que esses pacientes têm uma incidência significativamente elevada de doença isquêmica do coração (DIC) e doença cerebrovascular. A identificação desses riscos é crucial para prevenir complicações cardiovasculares e cerebrovasculares no período perioperatório. O exame físico desempenha um papel central nessa avaliação. A palpação cuidadosa dos pulsos arteriais periféricos (carotídeos, radiais, femorais, poplíteos, tibiais posteriores e pediosos) pode revelar diminuição ou ausência de pulsos, sugerindo doença arterial obstrutiva. A ausculta de sopros arteriais, especialmente o sopro carotídeo, é um achado importante que pode indicar estenose carotídea significativa, aumentando o risco de acidente vascular cerebral perioperatório. A presença desses achados no exame físico deve alertar o médico para a necessidade de investigação adicional, como ultrassom Doppler de carótidas ou exames cardiológicos, e para a implementação de estratégias de otimização clínica antes da cirurgia. O manejo perioperatório deve ser individualizado, considerando a estratificação de risco e a necessidade de monitorização intensiva e profilaxia de eventos cardiovasculares.
A DVP é uma manifestação da aterosclerose sistêmica, que afeta múltiplas artérias, incluindo as coronárias. Portanto, a presença de DVP indica uma alta probabilidade de doença aterosclerótica em outros leitos vasculares, como o cardíaco.
A avaliação dos pulsos arteriais periféricos (femoral, poplíteo, tibial posterior, pedioso) permite identificar a presença e a gravidade da doença arterial periférica, um marcador de aterosclerose sistêmica e risco cardiovascular aumentado.
Um sopro carotídeo pode indicar estenose da artéria carótida, que aumenta o risco de acidente vascular cerebral perioperatório. Sua identificação exige investigação adicional e pode influenciar o plano anestésico e cirúrgico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo