UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020
Imaginemos que iremos operar uma paciente do sexo feminino, de 32 anos de idade, que acabara de ser diagnosticada com um câncer gástrico. Durante a investigação diagnóstica descobrimos que ela, embora tenha um peso adequado para seu tamanho e idade, é sedentária, tabagista (30 maços/ano) e etilista “social”. Sabendo-se que a cirurgia indicada para esta paciente é uma Gastrectomia Total, o(s) exame(s) que seria(m) solicitado(s) para avaliar a condição cardíaca desta paciente é/são:
Avaliação cardíaca pré-operatória em jovens assintomáticos para cirurgia de alto risco: ECG + avaliação clínica detalhada, testes adicionais se sintomas ou múltiplos fatores de risco/baixa CF.
Para pacientes jovens e assintomáticos submetidos a cirurgias de alto risco, a avaliação cardíaca pré-operatória geralmente inclui um ECG e uma história clínica e exame físico detalhados. Testes adicionais como ecocardiograma ou teste ergométrico são reservados para pacientes com sintomas cardíacos, múltiplos fatores de risco e baixa capacidade funcional, ou achados anormais no ECG.
A avaliação cardíaca pré-operatória visa identificar pacientes com risco aumentado de eventos cardiovasculares perioperatórios e otimizar sua condição antes da cirurgia. Para cirurgias de alto risco, como a gastrectomia total, essa avaliação é crucial. A estratificação de risco considera a idade do paciente, a presença de comorbidades cardiovasculares e a natureza da cirurgia. Em pacientes jovens e assintomáticos, mesmo com fatores de risco como tabagismo e sedentarismo, a extensão da investigação cardíaca deve ser criteriosa. As diretrizes atuais recomendam um eletrocardiograma (ECG) para cirurgias de alto risco. Testes adicionais, como ecocardiograma ou teste ergométrico, são geralmente reservados para pacientes com sintomas cardíacos, doença cardíaca conhecida, múltiplos fatores de risco e baixa capacidade funcional, ou achados anormais no ECG que justifiquem aprofundamento. O objetivo é equilibrar a identificação de riscos com a minimização de exames desnecessários, que podem atrasar a cirurgia e aumentar custos. A decisão sobre quais exames solicitar deve ser individualizada, baseada na avaliação clínica detalhada e na capacidade funcional do paciente, sempre em conjunto com as diretrizes de sociedades médicas.
Os principais fatores incluem idade avançada, doença cardíaca isquêmica, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, diabetes mellitus e insuficiência renal. Tabagismo e sedentarismo também aumentam o risco.
Esses exames são indicados para pacientes com sintomas cardíacos, múltiplos fatores de risco e baixa capacidade funcional, ou quando há achados anormais no ECG que sugiram doença cardíaca significativa, especialmente antes de cirurgias de alto risco.
A capacidade funcional é um preditor independente de eventos cardíacos perioperatórios. Pacientes com boa capacidade funcional (≥ 4 METs) geralmente têm menor risco, enquanto aqueles com baixa capacidade funcional (< 4 METs) podem necessitar de investigação adicional.
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