HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Analise as três afirmações abaixo, referentes à avaliação pré-operatória e responda: A. Os resultados de exames pré-operatórios de triagem em indivíduos sadios são habitualmente normais e, mesmo quando anormais, raramente afetam a conduta; B. A maioria dos pacientes que serão submetidos a operação de baixo risco com anestesia local não necessita de exames pré-operatórios; C. Em diabéticos usuários de hipoglicemiantes orais devemos suspendê-los na manhã da cirurgia e reiniciar quando o paciente retomar a medicação controlando-o com insulina.
Exames pré-operatórios em sadios raramente alteram conduta; cirurgia de baixo risco/anestesia local não exige exames; hipoglicemiantes orais suspensos na manhã da cirurgia, controle com insulina.
A avaliação pré-operatória deve ser individualizada. Exames de triagem em pacientes sadios têm baixo valor preditivo. Cirurgias de baixo risco com anestesia local geralmente não requerem exames extensivos. Em diabéticos, o manejo dos hipoglicemiantes orais e a transição para insulina perioperatória são cruciais para evitar hipo/hiperglicemia.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental da segurança do paciente, visando identificar e otimizar condições médicas que possam aumentar o risco cirúrgico. No entanto, a prática de solicitar uma bateria de exames de triagem para todos os pacientes, independentemente de seu estado de saúde ou do tipo de cirurgia, tem sido questionada por sua baixa efetividade e alto custo. Para indivíduos sadios submetidos a procedimentos de baixo risco, os resultados de exames pré-operatórios de triagem são habitualmente normais e, mesmo quando anormais, raramente levam a uma mudança na conduta ou a um desfecho adverso. A história clínica detalhada e o exame físico são as ferramentas mais valiosas. Da mesma forma, a maioria dos pacientes que serão submetidos a operações de baixo risco com anestesia local ou regional não necessita de exames pré-operatórios extensivos. Em pacientes diabéticos, o manejo perioperatório dos hipoglicemiantes orais é crucial. Geralmente, esses medicamentos devem ser suspensos na manhã da cirurgia para evitar hipoglicemia. O controle glicêmico durante o período perioperatório é então realizado com insulina, ajustada conforme a necessidade, e a medicação oral é reiniciada quando o paciente puder retomar a alimentação e a rotina medicamentosa.
Para pacientes sadios submetidos a cirurgias de baixo e médio risco, exames de triagem rotineiros (hemograma, coagulograma, bioquímica) têm baixo valor preditivo e raramente alteram a conduta. A história clínica e o exame físico são mais importantes.
A maioria dos hipoglicemiantes orais deve ser suspensa na manhã da cirurgia para evitar hipoglicemia. O controle glicêmico perioperatório é feito com insulina, ajustada conforme a necessidade, e reiniciando a medicação oral quando o paciente puder se alimentar.
Cirurgias de baixo risco, especialmente aquelas realizadas sob anestesia local ou regional, geralmente não requerem exames pré-operatórios extensivos em pacientes sem comorbidades significativas. A decisão deve ser individualizada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo