ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2022
A cirurgia ambulatorial pode ser realizada em salas de operação vinculadas a um grande hospital, em um centro de cirurgia ambulatorial independente, ou mesmo no consultório do médico. A avaliação pré-operatória do paciente, em geral, é realizada em base ambulatorial, sendo exigida maior coordenação pelo cirurgião para assegurar que essa avaliação seja completada e funcione de maneira conveniente. Com relação a condição(ões) para a(s) qual(is) a avaliação pré-operatória pode ser recomendada antes do dia da operação, assinalar a alternativa CORRETA:
DM insulino-dependente → avaliação pré-operatória ANTES do dia da cirurgia para otimização glicêmica e estratificação de risco de comorbidades.
Pacientes com Diabetes Mellitus insulino-dependente representam um grupo de maior risco em cirurgias, necessitando de avaliação pré-operatória antecipada para otimização do controle glicêmico, ajuste de medicações e avaliação de comorbidades associadas, como nefropatia e cardiopatia, que podem impactar o desfecho cirúrgico.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental para a segurança do paciente em qualquer procedimento cirúrgico, especialmente em cirurgias ambulatoriais, onde a coordenação e a otimização prévia são cruciais para evitar cancelamentos e complicações. Pacientes com comorbidades significativas, como Diabetes Mellitus insulino-dependente, exigem uma avaliação mais aprofundada e antecipada. Isso permite o ajuste da terapia hipoglicemiante, avaliação de neuropatia, nefropatia e cardiopatia, e a otimização do controle glicêmico para reduzir riscos perioperatórios e melhorar o prognóstico. Outras condições como hipertensão controlada ou arritmias assintomáticas geralmente não demandam avaliação prévia ao dia da cirurgia, mas o cirurgião deve estar atento a qualquer sinal de descompensação. A estratificação de risco e a comunicação entre as equipes são essenciais para um desfecho favorável e seguro.
Os objetivos incluem identificar comorbidades, otimizar condições clínicas, estratificar o risco cirúrgico, planejar o manejo perioperatório e reduzir a morbimortalidade, garantindo a segurança do paciente.
Pacientes com DM insulino-dependente têm maior risco de hipo/hiperglicemia perioperatória, infecções, atraso na cicatrização e complicações cardiovasculares, necessitando de tempo para otimização glicêmica e avaliação de órgãos-alvo.
Condições bem controladas e sem comprometimento funcional significativo, como hipertensão arterial controlada, arritmias assintomáticas ou histórico de quimioterapia há mais de 6 meses sem sequelas, geralmente podem ser avaliadas no dia da cirurgia.
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