USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2019
Homem, 39 anos, classificação ASA 1 (American Society of Anesthesiologists), será submetido eletivamente a cirurgia de vasectomia após cumprir toda a rotina do planejamento familiar. Em avaliação pré-operatória, qual deve ser a rotina de solicitação de exames para o caso em questão.
Paciente ASA 1 para cirurgia de baixo risco → nenhum exame pré-operatório de rotina é necessário.
Para pacientes classificados como ASA 1, submetidos a procedimentos cirúrgicos de baixo risco e eletivos, como a vasectomia, as diretrizes atuais não recomendam a solicitação de exames laboratoriais ou complementares de rotina. A avaliação clínica detalhada é suficiente para determinar a aptidão cirúrgica.
A avaliação pré-operatória visa otimizar o estado de saúde do paciente para a cirurgia, minimizando riscos e garantindo um desfecho favorável. Um componente crucial é a decisão sobre a necessidade de exames complementares. As diretrizes atuais, como as da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e da American Society of Anesthesiologists (ASA), enfatizam a individualização da solicitação de exames. Para pacientes jovens, saudáveis (ASA 1 ou 2) e submetidos a procedimentos cirúrgicos de baixo risco (como vasectomia, cirurgia de catarata, biópsias de pele), a avaliação clínica detalhada, incluindo histórico e exame físico, é geralmente suficiente. A solicitação rotineira de exames como hemograma, glicemia, creatinina ou ECG para esses pacientes não demonstrou benefício em termos de redução de morbimortalidade e pode, inclusive, gerar custos desnecessários e atrasos. É fundamental que o residente compreenda que a medicina baseada em evidências desaconselha a prática de 'pedir tudo' na avaliação pré-operatória. A decisão deve ser guiada pelo risco do paciente (classificação ASA), pelo tipo de cirurgia e pela presença de comorbidades específicas que possam justificar uma investigação mais aprofundada. A racionalização dos exames pré-operatórios contribui para a eficiência e segurança do sistema de saúde.
Exames pré-operatórios de rotina são geralmente indicados para pacientes com comorbidades significativas (ASA 3 ou 4), idade avançada, ou para procedimentos de médio a alto risco. Para pacientes ASA 1 ou 2 em cirurgias de baixo risco, a avaliação clínica é suficiente.
A classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA) estratifica o risco do paciente com base em seu estado de saúde geral. ASA 1 é um paciente saudável, ASA 2 com doença sistêmica leve, ASA 3 com doença sistêmica grave, ASA 4 com doença sistêmica grave e risco de vida, ASA 5 moribundo, e ASA 6 doador de órgãos.
A solicitação excessiva de exames pode levar a resultados falso-positivos, gerando ansiedade, investigações adicionais desnecessárias, atrasos na cirurgia e aumento dos custos de saúde, sem melhorar os desfechos do paciente.
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