PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2022
A correta avaliação pré-operatória acompanhada do adequado preparo pré-operatório podem reduzir as taxas de complicações cardiovasculares, respiratórias e renais. Em relação ao tema é CORRETO afirmar:
Valvopatia grave sintomática → correção cardíaca prioritária antes de cirurgia não-cardíaca eletiva.
A avaliação pré-operatória é crucial para identificar e mitigar riscos. Pacientes com valvopatias graves sintomáticas, como estenose aórtica grave, apresentam alto risco de complicações cardiovasculares em cirurgias não-cardíacas. Nesses casos, a correção da valvopatia deve ser priorizada antes do procedimento eletivo para otimizar o resultado e a segurança do paciente.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental na prática médica, visando identificar e otimizar as condições de saúde do paciente antes de um procedimento cirúrgico. O objetivo principal é reduzir a morbimortalidade perioperatória, especialmente em relação a complicações cardiovasculares, respiratórias e renais. Uma anamnese detalhada, exame físico e exames complementares direcionados são cruciais. No contexto cardiovascular, a estratificação de risco é essencial. Ferramentas como o Índice de Risco Cardíaco Revisado (IRCR) de Lee auxiliam na identificação de pacientes com maior probabilidade de eventos cardíacos adversos. A capacidade funcional do paciente, expressa em equivalentes metabólicos (METs), também é um forte preditor de risco, sendo que uma capacidade < 4 METs indica maior vulnerabilidade. Particularmente, pacientes com valvopatias graves sintomáticas, como a estenose aórtica grave, representam um grupo de alto risco. Nesses casos, a correção da valvopatia deve ser prioritária antes de qualquer cirurgia não-cardíaca eletiva, pois o estresse cirúrgico pode descompensar a condição cardíaca e levar a eventos catastróficos. A decisão de revascularização miocárdica pré-operatória, por sua vez, não é rotineira e deve ser baseada em indicações próprias da doença coronariana, independentes da cirurgia não-cardíaca.
A revascularização miocárdica não é indicada de rotina antes de cirurgias não-cardíacas. Ela é considerada apenas em pacientes com indicação própria de revascularização (por exemplo, angina instável, doença multiarterial grave) independentemente da cirurgia não-cardíaca, ou em casos muito específicos de alto risco perioperatório que não podem ser manejados clinicamente.
A capacidade funcional, medida em equivalentes metabólicos (METs), é um forte preditor de risco cardiovascular perioperatório. Pacientes com capacidade funcional < 4 METs (ex: incapacidade de subir dois lances de escada ou caminhar 4 quarteirões) têm maior risco de complicações cardíacas e devem ser avaliados com mais cautela.
Os fatores de risco no IRCR de Lee incluem: cirurgia de alto risco, doença isquêmica cardíaca, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, diabetes mellitus com uso de insulina e insuficiência renal. Cada um desses fatores contribui para a pontuação total, que estratifica o risco de eventos cardíacos maiores.
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