UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Pode-se afirmar, na avaliação de risco cardiovascular pré-operatória, que pacientes:
Avaliação pré-operatória: pacientes jovens/saudáveis para cirurgia de baixo risco → exame clínico suficiente, sem exames complementares rotineiros.
A avaliação pré-operatória em pacientes jovens e saudáveis, que serão submetidos a procedimentos cirúrgicos de baixo risco, pode ser baseada exclusivamente na anamnese e exame físico, sem a necessidade de exames complementares de rotina.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental da segurança do paciente, visando identificar e otimizar condições clínicas que possam aumentar o risco de complicações durante e após a cirurgia. O foco principal é a avaliação do risco cardiovascular, que é a principal causa de morbimortalidade perioperatória. A estratificação de risco cardiovascular é realizada por meio de ferramentas como o Índice de Risco Cardíaco Revisado de Lee, que considera fatores como doença cardíaca isquêmica, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, diabetes e insuficiência renal. O manejo de medicações crônicas é crucial: beta-bloqueadores e estatinas devem ser mantidos no perioperatório, enquanto antiagregantes e anticoagulantes requerem avaliação individualizada para balancear os riscos de trombose e sangramento. A indicação de exames complementares pré-operatórios deve ser criteriosa e baseada no risco do paciente e do procedimento, evitando a solicitação rotineira e desnecessária. Pacientes jovens, saudáveis e sem comorbidades, submetidos a cirurgias de baixo risco, geralmente não necessitam de exames laboratoriais ou eletrocardiograma, sendo a anamnese e o exame físico suficientes para a avaliação.
A necessidade de exames complementares na avaliação pré-operatória depende do risco do paciente (comorbidades, idade) e do risco do procedimento cirúrgico. Pacientes jovens e saudáveis submetidos a cirurgias de baixo risco geralmente não precisam de exames de rotina.
Não, pacientes em uso crônico de beta-bloqueadores devem manter essa medicação no período perioperatório. A suspensão abrupta pode levar a taquicardia de rebote, hipertensão e aumento do risco de eventos cardíacos.
A duração da dupla antiagregação plaquetária após a colocação de stents coronarianos varia. Para stents metálicos (BMS), geralmente é de 1 mês. Para stents farmacológicos (DES), a recomendação é de 6 a 12 meses, dependendo do risco isquêmico e hemorrágico do paciente.
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