ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2022
De acordo com GUSSO e LOPES, em relação aos cuidados pré-operatórios, analisar os itens abaixo: I. Todas as comorbidades devem ser verificadas quanto ao controle e acompanhamento clínico. II. As informações clínicas provenientes da anamnese são fundamentais e guiam o médico sobre a necessidade de exames complementares adicionais para a avaliação do risco do paciente e a adoção de cuidados diferenciados. III. Pacientes com estenose aórtica grave, estase jugular, edema pulmonar e/ou terceira bulha cardíaca apresentam risco cirúrgico elevado. Está(ão) CORRETO(S):
Avaliação pré-operatória = controle comorbidades + anamnese detalhada + identificação sinais alto risco (estenose aórtica grave, IC descompensada).
A avaliação pré-operatória minuciosa é crucial para identificar e otimizar o controle de comorbidades, bem como detectar sinais de alto risco cardiovascular, como estenose aórtica grave ou insuficiência cardíaca descompensada, que podem impactar significativamente o desfecho cirúrgico. A anamnese bem feita direciona a necessidade de exames complementares.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental na segurança do paciente cirúrgico, visando identificar e mitigar riscos antes do procedimento. Sua importância reside na capacidade de otimizar as condições clínicas do paciente, prevenindo complicações intra e pós-operatórias. Este processo é crucial para todos os pacientes, mas especialmente para aqueles com múltiplas comorbidades ou condições médicas complexas. A base da avaliação pré-operatória é uma anamnese e exame físico detalhados, que permitem ao médico identificar comorbidades, avaliar seu controle e detectar sinais de descompensação. Informações sobre doenças cardiovasculares, pulmonares, renais e metabólicas, entre outras, são essenciais. A partir desses dados, decide-se sobre a necessidade de exames complementares adicionais, que devem ser solicitados de forma racional e direcionada, evitando exames desnecessários. Pacientes com condições como estenose aórtica grave, insuficiência cardíaca descompensada (evidenciada por estase jugular, edema pulmonar ou terceira bulha cardíaca) apresentam risco cirúrgico significativamente elevado. Nesses casos, a otimização clínica pré-operatória, que pode incluir intervenções específicas ou até o adiamento da cirurgia, é imperativa para melhorar o prognóstico e a segurança do paciente.
A avaliação pré-operatória inclui a verificação do controle de todas as comorbidades, uma anamnese detalhada para guiar a necessidade de exames complementares e a identificação de sinais clínicos de alto risco.
A estenose aórtica grave impõe uma sobrecarga significativa ao ventrículo esquerdo, aumentando o risco de isquemia miocárdica, arritmias e insuficiência cardíaca durante o estresse cirúrgico.
Sinais como estase jugular, edema pulmonar e a presença de terceira bulha cardíaca sugerem insuficiência cardíaca descompensada, indicando um risco cirúrgico elevado.
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