AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015
Qual a opção correta sobre a avaliação pré-operatória a ser realizada por um médico da ABS?
Glicemia pré-operatória: rastrear diabetes em > 45 anos ou com fatores de risco é essencial para manejo perioperatório.
A avaliação pré-operatória visa identificar riscos e otimizar o paciente para a cirurgia. A solicitação de glicemia em pacientes com mais de 45 anos ou com fatores de risco para diabetes é uma prática recomendada para rastreamento e manejo adequado, prevenindo complicações perioperatórias relacionadas à hiperglicemia.
A avaliação pré-operatória é um processo fundamental para identificar e otimizar as condições de saúde do paciente antes de um procedimento cirúrgico. Realizada frequentemente na Atenção Básica, visa reduzir riscos de complicações perioperatórias, planejar o manejo adequado e garantir a segurança do paciente. Uma anamnese detalhada e um exame físico completo são os pilares dessa avaliação. A solicitação de exames complementares deve ser individualizada, baseada na idade do paciente, comorbidades existentes, tipo de cirurgia e achados clínicos. Por exemplo, o rastreamento de diabetes com glicemia é recomendado para pacientes com mais de 45 anos ou com fatores de risco, visando identificar e controlar a hiperglicemia que pode impactar negativamente o pós-operatório. O ECG não é um exame de rotina para todos, sendo reservado para pacientes com risco cardiovascular. O médico da Atenção Básica desempenha um papel crucial na identificação de pacientes que necessitam de avaliação especializada (como cardiologista) e na otimização de condições crônicas. O objetivo é garantir que o paciente esteja nas melhores condições possíveis para enfrentar o estresse cirúrgico, minimizando complicações e promovendo uma recuperação mais rápida e segura.
Os exames básicos incluem hemograma completo, coagulograma (se houver histórico de sangramento ou uso de anticoagulantes), função renal (ureia e creatinina) e eletrólitos. A glicemia é essencial para rastreamento de diabetes em grupos de risco.
O ECG não é universal. É indicado para pacientes com histórico de doença cardiovascular, sintomas cardíacos, fatores de risco significativos (como idade avançada, diabetes, hipertensão) ou para cirurgias de alto risco. Não é recomendado para todos os pacientes assintomáticos.
O interrogatório é fundamental para identificar comorbidades, histórico de sangramento, uso de medicamentos, alergias e hábitos de vida. É a ferramenta mais importante para estimar o risco cirúrgico e direcionar a solicitação de exames complementares, sendo mais relevante que testes de coagulação isolados para risco de sangramento.
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