Hipertensão Pré-Operatória: Manejo e Risco Cirúrgico

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024

Enunciado

Uma paciente de 55 anos de idade, com histórico de hipertensão arterial controlada com medicamentos, internou-se para uma colecistectomia eletiva em razão de episódios recorrentes de cólica biliar. Durante a avaliação pré-operatória, a paciente relatou ter tomado sua medicação anti-hipertensiva na manhã do dia da cirurgia, porém não conseguiu realizar a consulta com cardiologista para avaliação de risco cirúrgico. Ao exame físico, apresentou PA = 176 mmHg x 90 mmHg, FC = 80 bpm, FR = 18 irpm e SatO2 = 98% a.a. Com relação a esse caso clínico, assinale a alternativa que indica a conduta mais apropriada acerca do preparo pré-operatório e da medicação anti-hipertensiva.

Alternativas

  1. A) Prosseguir com a cirurgia conforme agendado, uma vez que a pressão arterial está dentro da faixa aceitável.
  2. B) Adiar a cirurgia para otimizar o controle da pressão arterial, solicitando monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) e risco cirúrgico.
  3. C) A paciente não precisará realizar uma avaliação cardiovascular mais detalhada para determinar se ela está apta para a cirurgia. Poderá prosseguir com a cirurgia sem necessidade de remarcação.
  4. D) Será necessário administrar medicação anti-hipertensiva adicional para normalizar a pressão arterial antes da cirurgia.

Pérola Clínica

PA > 180/110 mmHg ou > 160/100 mmHg com comorbidades em pré-operatório → adiar cirurgia eletiva para otimizar controle.

Resumo-Chave

Uma pressão arterial de 176x90 mmHg, mesmo com medicação, indica controle inadequado da hipertensão. Em cirurgias eletivas, é fundamental otimizar o controle pressórico para reduzir riscos cardiovasculares perioperatórios. O adiamento para avaliação cardiológica e monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) é a conduta mais segura.

Contexto Educacional

A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental para garantir a segurança do paciente em qualquer procedimento cirúrgico. Ela visa identificar fatores de risco, otimizar condições clínicas e planejar o manejo perioperatório, minimizando a morbimortalidade. A hipertensão arterial é uma das comorbidades mais comuns e de grande impacto no risco cirúrgico. Pacientes com hipertensão arterial descontrolada no pré-operatório de cirurgias eletivas apresentam um risco aumentado de eventos cardiovasculares adversos, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. A pressão arterial de 176x90 mmHg, mesmo em uso de medicação, indica um controle inadequado e exige atenção. A conduta mais apropriada nesses casos é adiar a cirurgia eletiva para otimizar o controle pressórico. Isso pode envolver o ajuste da medicação anti-hipertensiva, monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) para avaliar o perfil pressórico real e uma avaliação cardiológica completa para estratificação de risco e orientações específicas para o período perioperatório.

Perguntas Frequentes

Qual o limite de pressão arterial para adiar uma cirurgia eletiva?

Geralmente, uma pressão arterial sistólica > 180 mmHg e/ou diastólica > 110 mmHg é uma contraindicação para cirurgias eletivas, exigindo otimização prévia. Valores entre 160-180/100-110 mmHg também podem exigir adiamento, dependendo do risco do paciente e da urgência da cirurgia.

Por que é importante otimizar a pressão arterial antes da cirurgia?

O controle adequado da pressão arterial reduz significativamente o risco de complicações cardiovasculares perioperatórias, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, arritmias e insuficiência cardíaca, melhorando a segurança do paciente e o prognóstico pós-operatório.

Quando solicitar avaliação cardiológica pré-operatória?

A avaliação cardiológica é indicada para pacientes com comorbidades cardíacas conhecidas, sintomas cardiovasculares, ou fatores de risco significativos, como hipertensão descontrolada, para estratificação de risco e otimização do tratamento antes da cirurgia.

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