SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2024
Homem, 72 anos de idade, está em programação de retossigmoidectomia para o tratamento de câncer de cólon. O paciente é portador de hipertensão arterial, diabetes mellitus e dislipidemia. Durante avaliação pré-operatória, o paciente relata que consegue realizar atividades diárias de autocuidado, mas ao caminhar no nível plano por mais de 100 metros sente “falta de ar”. A radiografia de tórax mostra alargamento da silhueta cardíaca.Com base no quadro, indique o exame inicial complementar mais adequado para confirmar a capacidade funcional do paciente.
Dispneia esforço + alargamento cardíaco pré-op → Teste Ergométrico para avaliar capacidade funcional e risco cardíaco.
Em pacientes idosos com comorbidades e sintomas de dispneia de esforço, a avaliação da capacidade funcional é crucial para a estratificação do risco cirúrgico. O teste ergométrico é o exame inicial mais adequado para quantificar a tolerância ao exercício e a reserva cardiovascular, fornecendo dados importantes para a decisão cirúrgica e manejo perioperatório.
A avaliação pré-operatória em pacientes idosos e com múltiplas comorbidades, como hipertensão e diabetes, é um processo complexo que visa otimizar o estado de saúde do paciente e estratificar o risco de complicações perioperatórias. Um dos pilares dessa avaliação é a determinação da capacidade funcional, que reflete a reserva fisiológica do paciente e sua tolerância ao estresse cirúrgico. Sintomas como dispneia de esforço ao caminhar mais de 100 metros e achados como alargamento da silhueta cardíaca na radiografia de tórax são indicativos de possível disfunção cardíaca e baixa capacidade funcional. Nesses casos, a quantificação objetiva da capacidade funcional é crucial. O teste ergométrico é o exame complementar inicial mais adequado, pois permite avaliar a tolerância ao exercício, a resposta cardiovascular ao esforço e a presença de isquemia miocárdica induzível, fornecendo informações valiosas para o manejo do risco cirúrgico. A estratificação do risco cardíaco é fundamental para decidir sobre a necessidade de intervenções pré-operatórias, como revascularização, ou para planejar o manejo perioperatório, incluindo monitorização intensiva. A correta avaliação da capacidade funcional e da condição cardíaca pode impactar significativamente o prognóstico do paciente submetido a cirurgias de médio ou alto risco, como a retossigmoidectomia.
A capacidade funcional é um forte preditor de morbimortalidade perioperatória. Pacientes com baixa capacidade funcional (ex: < 4 METs) têm maior risco de complicações cardíacas e pulmonares.
O teste ergométrico é indicado para pacientes com sintomas cardíacos (como dispneia de esforço, dor torácica) ou fatores de risco para doença arterial coronariana, para avaliar a reserva funcional e induzir isquemia.
Além do teste ergométrico, um eletrocardiograma (ECG) é sempre indicado. Em casos de disfunção cardíaca ou valvulopatia suspeita, o ecocardiograma é fundamental para avaliar a função ventricular e a estrutura cardíaca.
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