Avaliação Pré-Operatória: Risco Cirúrgico e IRCR

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente do sexo feminino, 55 anos, hipertensa e diabética, será submetida a uma cirurgia de grande porte (colectomia esquerda por provável neoplasia). Sobre a avaliação pré-operatória do risco cirúrgico, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) O ecocardiograma é obrigatório em todos os pacientes, independentemente dos fatores de risco ou capacidade funcional.
  2. B) A presença de diabetes mellitus descompensado não afeta diretamente o risco cirúrgico cardiovascular, mas apenas o risco infeccioso.
  3. C) A estratificação do risco cardíaco pode ser feita utilizando índices como o Índice de Risco Cardíaco Revisado (IRCR).
  4. D) A cintilografia de perfusão miocárdica deve ser realizada de rotina antes de qualquer cirurgia abdominal.

Pérola Clínica

Estratificação risco cardíaco pré-operatório → Índice de Risco Cardíaco Revisado (IRCR) é ferramenta validada.

Resumo-Chave

A estratificação do risco cardíaco pré-operatório é essencial para cirurgias de grande porte, e o Índice de Risco Cardíaco Revisado (IRCR) é uma ferramenta validada que auxilia na identificação de pacientes com maior risco de eventos cardiovasculares adversos.

Contexto Educacional

A avaliação pré-operatória do risco cirúrgico é um pilar fundamental na segurança do paciente, especialmente em cirurgias de grande porte. Seu objetivo é identificar e otimizar condições clínicas preexistentes que possam aumentar a morbidade e mortalidade perioperatória, permitindo a implementação de estratégias de manejo adequadas. Este processo é crucial para residentes que atuam em diversas especialidades cirúrgicas. A estratificação do risco cardíaco é um componente essencial da avaliação pré-operatória. Ferramentas como o Índice de Risco Cardíaco Revisado (IRCR) auxiliam na identificação de pacientes com maior probabilidade de eventos cardiovasculares adversos. O diabetes mellitus, especialmente se descompensado, é um fator de risco importante não apenas para infecções, mas também para complicações cardiovasculares, renais e de cicatrização. Exames complementares como ecocardiograma e cintilografia de perfusão miocárdica não devem ser realizados de rotina em todos os pacientes. Suas indicações são baseadas na presença de fatores de risco, capacidade funcional do paciente e tipo de cirurgia, visando otimizar a relação custo-benefício e evitar atrasos desnecessários na programação cirúrgica. A decisão deve ser individualizada e guiada por diretrizes clínicas.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes do Índice de Risco Cardíaco Revisado (IRCR)?

O IRCR considera seis fatores de risco: cirurgia de alto risco, doença cardíaca isquêmica, insuficiência cardíaca congestiva, doença cerebrovascular, diabetes mellitus em uso de insulina e insuficiência renal.

Quando o ecocardiograma pré-operatório é indicado?

O ecocardiograma não é obrigatório para todos os pacientes. É indicado em pacientes com suspeita ou diagnóstico de doença cardíaca estrutural significativa, como valvulopatias graves ou disfunção ventricular, ou naqueles com dispneia de etiologia desconhecida.

Como o diabetes mellitus descompensado afeta o risco cirúrgico?

O diabetes mellitus descompensado aumenta significativamente o risco de complicações cirúrgicas, incluindo eventos cardiovasculares adversos, infecções, cicatrização prejudicada e disfunção renal, não se limitando apenas ao risco infeccioso.

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