AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2023
Homem com 53 anos, fumante e hipertenso, será submetido à correção de hérnia inguinal videolaparoscópica. Quais exames pré-operatórios devem ser realizados nesse paciente?
Paciente > 50a, fumante e hipertenso para cirurgia → ECG e Raio-X tórax são essenciais no pré-operatório.
A avaliação pré-operatória visa identificar e otimizar condições clínicas que possam aumentar o risco cirúrgico. Pacientes acima de 50 anos, com comorbidades como tabagismo e hipertensão, são considerados de risco intermediário a alto, necessitando de exames complementares como eletrocardiograma (para avaliar risco cardiovascular) e radiografia de tórax (para avaliar risco pulmonar). O hemograma é um exame básico para todos.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental da segurança do paciente em cirurgia. Seu objetivo principal é identificar fatores de risco e comorbidades que possam influenciar o desfecho cirúrgico, permitindo a otimização do estado de saúde do paciente e a redução de complicações perioperatórias. A estratificação de risco, frequentemente utilizando a classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA), guia a solicitação de exames complementares. Para pacientes com mais de 50 anos, especialmente aqueles com comorbidades como tabagismo e hipertensão arterial sistêmica, a avaliação deve ser mais abrangente. O tabagismo aumenta o risco de complicações pulmonares (atelectasias, broncoespasmo, infecções) e cardiovasculares. A hipertensão, se não controlada, eleva o risco de eventos cardíacos (infarto, arritmias) e cerebrovasculares durante e após a cirurgia. Portanto, além do hemograma (que avalia anemia, infecções e coagulação), exames como eletrocardiograma (ECG) e radiografia de tórax (AP + perfil) são indicados. O ECG é essencial para detectar arritmias, isquemia miocárdica ou hipertrofia ventricular, fornecendo informações cruciais sobre a saúde cardiovascular. A radiografia de tórax auxilia na identificação de doenças pulmonares preexistentes, como DPOC ou cardiomegalia, que podem impactar a ventilação e oxigenação perioperatória. A otimização do controle da hipertensão e a cessação do tabagismo (idealmente 4-8 semanas antes) são medidas importantes para melhorar os resultados cirúrgicos nesses pacientes.
Os principais objetivos são identificar comorbidades, avaliar o risco cirúrgico, otimizar as condições clínicas do paciente antes da cirurgia e planejar o manejo perioperatório para reduzir complicações.
O tabagismo aumenta o risco de complicações pulmonares e cardiovasculares, enquanto a hipertensão descompensada eleva o risco de eventos cardíacos. ECG avalia a função cardíaca e Raio-X de tórax a condição pulmonar basal.
A necessidade de exames adicionais é determinada pela idade do paciente, presença de comorbidades (diabetes, doenças cardíacas, pulmonares, renais), tipo e porte da cirurgia, e resultados da história clínica e exame físico.
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