Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
Os dois índices mais confiáveis para avaliação do risco pré-operatório são
Risco pré-operatório = ASA + Goldman (Índice de Risco Cardíaco Revisado).
A avaliação do risco pré-operatório é fundamental para otimizar o paciente e minimizar complicações. A classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA) avalia o estado físico geral do paciente, enquanto o Índice de Risco Cardíaco de Goldman (ou Índice de Risco Cardíaco Revisado de Lee) foca especificamente no risco de eventos cardíacos perioperatórios.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental da prática médica, visando identificar e otimizar fatores de risco para reduzir a morbimortalidade associada a procedimentos cirúrgicos e anestésicos. A correta estratificação do risco permite um planejamento adequado, desde a solicitação de exames complementares até a escolha da técnica anestésica e o manejo pós-operatório. A fisiopatologia do risco cirúrgico envolve a interação entre a condição clínica do paciente, a complexidade do procedimento e a resposta fisiológica ao estresse cirúrgico. A classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA) é amplamente utilizada para categorizar o estado físico geral do paciente, enquanto o Índice de Risco Cardíaco de Goldman (ou sua versão revisada, o Índice de Lee) foca especificamente no risco de eventos cardíacos perioperatórios, como infarto agudo do miocárdio e edema pulmonar. A combinação da classificação ASA e do Índice de Goldman oferece uma visão abrangente do risco pré-operatório, sendo ferramentas confiáveis para guiar a tomada de decisão clínica. É crucial para residentes compreenderem e aplicarem essas escalas para garantir a segurança e otimização dos pacientes antes de qualquer intervenção cirúrgica.
A classificação ASA avalia o estado físico geral do paciente, categorizando-o de I (saudável) a VI (morte cerebral), fornecendo uma estimativa do risco anestésico e cirúrgico global.
O Índice de Goldman original considera 9 fatores, enquanto o Índice de Risco Cardíaco Revisado de Lee simplifica para 6 preditores independentes de complicações cardíacas maiores: cirurgia de alto risco, doença isquêmica cardíaca, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, doença renal e diabetes mellitus em uso de insulina.
As escalas permitem uma estratificação objetiva do risco de morbimortalidade perioperatória, auxiliando na tomada de decisões sobre a necessidade de exames complementares, otimização clínica e escolha da técnica anestésica e cirúrgica.
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