Avaliação Pré-operatória: Risco Cardíaco e Creatinina

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Sobre a avaliação pré-operatória relacionada ao sistema cardiovascular, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) as doenças cardiovasculares são a principal causa de morbidade no período perioperatório.
  2. B) a classificação de Karnofsky é uma das maneiras objetivas de avaliar o risco cardíaco.
  3. C) faz parte do “Risco Cardíaco Revisado” o Valor de Creatinina pré-operatório maior que 2 mg/dl.
  4. D) a classificação de Goldman é a mais utilizada para estratificar o risco cárdico por envolver diversos parâmetros clínicos, laboratoriais e o tipo de cirurgia.
  5. E) a utilização de Betabloqueadores como medida profilática para eventos cardíacos intraoperatórios mostrou-se não alterar os riscos cardíacos dos pacientes com insuficiência coronariana.

Pérola Clínica

Risco Cardíaco Revisado (Índice de Lee) inclui creatinina pré-op > 2 mg/dL como fator de risco.

Resumo-Chave

O Índice de Risco Cardíaco Revisado de Lee é uma ferramenta amplamente utilizada para estratificar o risco de eventos cardíacos maiores no perioperatório. Um dos seis fatores de risco independentes incluídos neste índice é a creatinina pré-operatória > 2 mg/dL, refletindo a importância da função renal na avaliação do risco cardiovascular.

Contexto Educacional

A avaliação pré-operatória cardiovascular é um pilar fundamental na segurança do paciente cirúrgico, visando identificar e mitigar riscos de eventos cardíacos adversos no período perioperatório. Embora as doenças cardiovasculares sejam uma causa significativa de morbidade e mortalidade, a principal causa de morbidade perioperatória é multifatorial e não se restringe apenas a elas. A estratificação de risco é crucial para guiar a conduta e otimizar o paciente. Ferramentas como o Índice de Risco Cardíaco Revisado (Índice de Lee) são amplamente empregadas para essa estratificação. Este índice considera seis preditores independentes de risco de eventos cardíacos maiores. Um desses preditores é o valor de creatinina pré-operatória maior que 2 mg/dL, que reflete a disfunção renal e sua correlação com o risco cardiovascular aumentado. A classificação de Goldman, embora histórica, é menos utilizada atualmente em comparação com o Índice de Lee devido à sua abrangência mais limitada. A otimização pré-operatória pode incluir o uso de betabloqueadores em pacientes selecionados, especialmente aqueles com doença coronariana ou alto risco, pois demonstraram reduzir eventos cardíacos. A manutenção da temperatura axilar é uma medida geral de cuidado, mas não um fator direto do risco cardíaco revisado. Compreender esses fatores e as ferramentas de estratificação é essencial para a prática segura da medicina perioperatória.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores do Índice de Risco Cardíaco Revisado (Índice de Lee)?

Os fatores são: cirurgia de alto risco, doença isquêmica cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva, doença cerebrovascular, diabetes mellitus em uso de insulina e creatinina pré-operatória > 2 mg/dL.

Por que a creatinina elevada é um fator de risco cardíaco perioperatório?

A creatinina > 2 mg/dL indica disfunção renal, que está frequentemente associada a doenças cardiovasculares subjacentes e aumenta o risco de eventos adversos perioperatórios.

Qual a importância da avaliação pré-operatória cardiovascular?

A avaliação pré-operatória cardiovascular visa identificar pacientes com maior risco de eventos cardíacos perioperatórios, permitindo otimizar o manejo e implementar estratégias para reduzir a morbidade e mortalidade.

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