Avaliação Pré-operatória: Exames, Risco e Profilaxia

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2020

Enunciado

Sobre a avaliação pré-operatória assinale verdadeiro (V) ou falso (F): (   ) Pacientes saudáveis com menos de 40 anos submetidos a procedimentos eletivos geralmente não necessitam de nenhum exame pré-operatório. (   ) As complicações cardíacas são a principal causa de óbito após anestesia e procedimentos cirúrgicos em geral. (   ) No sistema ASA (American Society Anestesiology) de classificação de risco anestésico o paciente com doença sistêmica grave, com limitação de função, porém não incapacitante, é considerado ASA II. (   ) A profilaxia da endocardite com antibióticos é necessária nos procedimentos que envolvem a mucosa respiratória e na broncoscopia. Está CORRETA a afirmativa:

Alternativas

  1. A) V - F - F - F.
  2. B) V - V - F - V.
  3. C) F - V - V - V.
  4. D) F - V - F - F.

Pérola Clínica

ASA II = doença sistêmica leve. ASA III = doença sistêmica grave com limitação funcional.

Resumo-Chave

Pacientes jovens e saudáveis para cirurgias eletivas de baixo risco geralmente não precisam de exames pré-operatórios de rotina. As complicações pulmonares, não cardíacas, são a principal causa de morbimortalidade pós-operatória. A classificação ASA II é para doença sistêmica leve, enquanto ASA III é para doença sistêmica grave com limitação funcional. A profilaxia de endocardite é restrita a procedimentos dentários, respiratórios ou com infecção estabelecida em pacientes de alto risco.

Contexto Educacional

A avaliação pré-operatória visa otimizar as condições do paciente para a cirurgia e anestesia, minimizando riscos e prevenindo complicações. É um pilar fundamental da segurança do paciente. A epidemiologia mostra que exames de rotina em pacientes jovens e saudáveis raramente alteram a conduta ou o desfecho, sendo mais custo-efetivos quando direcionados por achados clínicos. A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) é amplamente utilizada para estratificar o risco anestésico. ASA I: paciente saudável. ASA II: doença sistêmica leve. ASA III: doença sistêmica grave com limitação funcional. ASA IV: doença sistêmica grave e constante ameaça à vida. ASA V: paciente moribundo. ASA VI: paciente com morte cerebral. As complicações pulmonares, como atelectasias e pneumonias, são as principais causas de morbimortalidade pós-operatória, seguidas pelas complicações cardiovasculares. A profilaxia de endocardite com antibióticos tem indicações restritas, focando em pacientes de alto risco para endocardite infecciosa submetidos a procedimentos específicos (principalmente dentários com manipulação da gengiva ou região periapical, ou em trato respiratório com infecção estabelecida). Não é indicada rotineiramente para broncoscopia ou procedimentos em mucosas respiratórias sem infecção.

Perguntas Frequentes

Quais pacientes saudáveis não necessitam de exames pré-operatórios de rotina?

Pacientes saudáveis, assintomáticos, com menos de 40 anos, submetidos a procedimentos cirúrgicos eletivos de baixo risco, geralmente não precisam de exames pré-operatórios de rotina, como hemograma ou exames bioquímicos.

Quais são as principais causas de morbimortalidade pós-operatória?

As complicações pulmonares (atelectasia, pneumonia, insuficiência respiratória) são as principais causas de morbimortalidade pós-operatória, superando as complicações cardíacas, embora estas também sejam significativas.

Em quais situações a profilaxia de endocardite é recomendada?

A profilaxia de endocardite é recomendada apenas para pacientes de alto risco (ex: prótese valvar, endocardite prévia, cardiopatia congênita cianótica) submetidos a procedimentos dentários que manipulam a gengiva ou região periapical, ou procedimentos no trato respiratório que envolvam incisão em mucosa infectada.

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