HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024
O manejo pré-operatório de qualquer paciente cirúrgico faz parte de uma lista de cuidados que se estendem da consulta inicial ao cirurgião até a recuperação final do paciente. Considerando esse tema, atualmente, aceita-se que:
AAS pré-operatório: manter em DAC moderado/alto risco, exceto se risco hemorrágico > evento aterotrombótico.
A decisão de manter ou suspender o AAS no pré-operatório é complexa e deve ponderar o risco de eventos trombóticos (DAC) versus o risco de sangramento cirúrgico. Em pacientes com alto risco cardiovascular, a manutenção do AAS geralmente é preferível, salvo exceções.
O manejo pré-operatório é um componente crítico da segurança do paciente cirúrgico, visando otimizar as condições clínicas e minimizar riscos. A avaliação pré-operatória abrange desde a história clínica e exame físico até a solicitação de exames complementares e o ajuste de medicações, sempre de forma individualizada e baseada em evidências. Aspectos como a tricotomia, exames de imagem (ECG, radiografia de tórax) e o manejo de medicações como o ácido acetilsalicílico (AAS) são frequentemente abordados em questões de residência. As diretrizes atuais enfatizam a individualização da conduta: a tricotomia deve ser evitada ou realizada o mais próximo possível da cirurgia; ECG e radiografia de tórax não são rotina para todos, mas sim indicados por fatores de risco; e a suspensão de AAS deve ser cuidadosamente ponderada entre o risco trombótico e hemorrágico. Para residentes, é fundamental dominar as recomendações atualizadas de manejo pré-operatório, especialmente no que tange a medicações que afetam a coagulação. A decisão de manter ou suspender o AAS em pacientes com doença arterial coronariana de risco moderado a alto é um exemplo clássico de balanço risco-benefício, onde a manutenção é frequentemente a melhor opção, a menos que o risco de sangramento seja proibitivo. O tabagismo, por sua vez, exige cessação idealmente com semanas de antecedência, não apenas um dia antes, para reduzir complicações pulmonares.
O AAS deve ser mantido no pré-operatório em pacientes com risco moderado a alto para doença arterial coronariana (DAC), a menos que o risco de hemorragia cirúrgica supere claramente o benefício da prevenção de eventos aterotrombóticos.
A tricotomia deve ser realizada apenas se o pelo interferir no campo cirúrgico, preferencialmente com máquina elétrica e imediatamente antes da cirurgia, para minimizar o risco de infecção do sítio cirúrgico.
Não, o ECG e a radiografia de tórax não são exames de rotina para todos os pacientes. Sua indicação depende da idade do paciente, comorbidades e tipo de cirurgia, sendo guiada por avaliação de risco individualizada.
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