PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Feminina, 82 anos. Boa funcionalidade prévia ao internamento. Histórico de hipertensão, com uso prévio de Losartana e hidroclorotiazida, além de diabetes mellitus 2, atualmente com uso de metformina 1g 2x ao dia. Admitida no Pronto Socorro do Hospital Cajuru após queda de mesmo nível, com fratura de fêmur esquerdo. Ao exame inicial, encontrava-se hemodinamicamente estável, sem sinais de hipoperfusão. Saturação periférica de oxigênio de 94% em ar ambiente. Solicitada avaliação pré-operatória e acompanhamento clínico. Exames laboratoriais pré-operatórios mostraram: creatinina de 0,8mg por dL; eritrograma normal; leucograma normal; potássio de 5,5 mEq por litro; sódio de 125mEq por litro; glicemia com jejum de 98mg por dL e hemoglobina glicosilada de 6,4% Em relação à avaliação pré-cirúrgica, conforme a III Diretriz Brasileira de Avaliação pré-operatória, podemos afirmar:
Fratura de fêmur = Cirurgia de porte intermediário (Risco CV 1-5%).
Segundo a III Diretriz Brasileira, cirurgias ortopédicas de grande porte, como correção de fratura de fêmur, são classificadas como de risco cardiovascular intermediário.
A avaliação pré-operatória visa estratificar o risco de complicações perioperatórias e otimizar o estado clínico do paciente. Em idosos com fraturas agudas, a agilidade na avaliação é crucial, pois o atraso na cirurgia (>48h) aumenta a mortalidade. A classificação de porte cirúrgico (baixo, intermediário e alto risco) orienta a necessidade de exames complementares. No caso de fraturas de fêmur, o procedimento é de risco intermediário. O manejo de eletrólitos, como a hiponatremia e hipercalemia observadas na questão, deve ser cauteloso, priorizando a estabilização para a intervenção cirúrgica necessária.
São aquelas com risco de eventos cardiovasculares entre 1% e 5%, incluindo cirurgias ortopédicas de grande porte (como próteses e fraturas de fêmur), cirurgias intraperitoneais e intratorácicas, e endarterectomia de carótida.
O ecocardiograma não é rotina. É indicado em pacientes com suspeita de valvulopatias graves (como estenose aórtica), insuficiência cardíaca descompensada ou nova, ou se houver mudança no status clínico cardiovascular.
O Escore de Lee (Índice de Risco Cardíaco Revisado) utiliza 6 variáveis: cirurgia de alto risco (intraperitoneal, intratorácica ou suprainguinal), história de doença isquêmica, história de IC, história de doença cerebrovascular, DM com insulina e creatinina > 2,0 mg/dL.
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