UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
Paciente feminina, 52 anos, portadora de colelitíase com indicação de tratamento cirúrgico (colecistectomia videolaparoscópica), vem à consulta pré-operatória. Além do quadro clínico típico da colelitíase, a paciente nega qualquer outro sintoma ou histórico relevante. A bateria de exames complementares pré-operatórios dessa paciente deve ser composta de:(Use a seguinte legenda: VG=Volume Globular; Hb=Hemoglobina; ECG=Eletrocardiograma)
Paciente ASA I/II para cirurgia eletiva (colecistectomia) sem comorbidades → exames pré-operatórios básicos: Hemograma (VG/Hb) + ECG.
Para pacientes jovens e saudáveis (ASA I ou II) submetidos a cirurgias de baixo ou médio risco, como a colecistectomia videolaparoscópica, a avaliação pré-operatória de rotina geralmente inclui hemograma completo (para avaliar anemia e coagulação) e eletrocardiograma (para rastreamento de doenças cardíacas assintomáticas). Exames adicionais como creatinina ou RX de tórax são reservados para pacientes com comorbidades específicas ou idade avançada.
A avaliação pré-operatória tem como objetivo otimizar as condições clínicas do paciente para a cirurgia, identificar riscos e planejar o manejo perioperatório. Para cirurgias eletivas de baixo ou médio risco, como a colecistectomia videolaparoscópica, a extensão da bateria de exames complementares deve ser individualizada, baseando-se na idade do paciente, comorbidades e classificação de risco ASA (American Society of Anesthesiologists). Em pacientes jovens e saudáveis (ASA I ou II), sem histórico de doenças crônicas significativas, a rotina de exames pré-operatórios é mais concisa. Geralmente, inclui um hemograma completo para avaliar anemia, plaquetas e leucócitos, e um eletrocardiograma (ECG) para rastrear arritmias ou isquemia miocárdica assintomática, especialmente em pacientes acima de uma certa idade ou com fatores de risco cardiovascular. Exames como creatinina, glicemia, coagulograma ou radiografia de tórax não são indicados de rotina para todos os pacientes, sendo solicitados apenas quando há indicação clínica específica, como doença renal, diabetes, uso de anticoagulantes ou doença pulmonar/cardíaca pré-existente. A solicitação excessiva de exames desnecessários pode levar a achados falso-positivos, atrasos na cirurgia e aumento de custos, sem benefício comprovado na segurança do paciente.
Para pacientes jovens e saudáveis (ASA I/II) submetidos à colecistectomia videolaparoscópica, os exames de rotina incluem hemograma completo (VG/Hb) e eletrocardiograma (ECG).
Creatinina é indicada para pacientes com risco de doença renal ou > 60 anos. RX de tórax é reservado para pacientes com doença pulmonar, cardíaca grave, idade avançada ou cirurgias de alto risco.
A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) estratifica o risco anestésico-cirúrgico do paciente com base em suas comorbidades, auxiliando na decisão sobre quais exames e condutas são mais apropriadas para cada caso.
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