Avaliação Pré-operatória: Paciente Hígido e Cirurgia

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020

Enunciado

Paciente masculino de 18 anos apresenta hérnia inguinal indireta direita e será submetido a tratamento cirúrgico sob bloqueio espinhal. Nega tabagismo, alergia ou outras comorbidades. Nunca foi internado ou submetido a cirurgias e não apresenta história mórbida familiar relevante. Para uma adequada avaliação pré-operatória, é(são) necessário(s):

Alternativas

  1. A) Anamnese, somente;
  2. B) Anamnese e exame físico, somente;
  3. C) Anamnese, exame físico e hemograma, somente;
  4. D) Anamnese, exame físico e coagulograma, somente;
  5. E) Anamnese, exame físico, hemograma e coagulograma, somente;

Pérola Clínica

Paciente jovem hígido para cirurgia de baixo risco → Anamnese + Exame Físico suficientes para avaliação pré-operatória.

Resumo-Chave

Para pacientes jovens, hígidos (ASA I ou II) e submetidos a cirurgias de baixo ou médio risco, a avaliação pré-operatória baseia-se primariamente na anamnese e exame físico detalhados. Exames complementares de rotina, como hemograma e coagulograma, não são universalmente indicados e devem ser solicitados apenas se houver suspeita clínica.

Contexto Educacional

A avaliação pré-operatória é um processo fundamental para garantir a segurança do paciente e otimizar os resultados cirúrgicos. Seu objetivo principal é identificar e quantificar os riscos associados à cirurgia e à anestesia, permitindo a implementação de medidas preventivas e o planejamento adequado. Para pacientes jovens e hígidos, classificados como ASA I ou II, a anamnese e o exame físico são as ferramentas mais importantes e, na maioria das vezes, suficientes. A anamnese deve abordar histórico médico completo, uso de medicamentos, alergias, histórico familiar e social, além de revisão de sistemas. O exame físico deve ser abrangente, com foco nos sistemas cardiovascular, respiratório e neurológico. A solicitação de exames complementares, como hemograma, coagulograma, eletrólitos, função renal ou eletrocardiograma, deve ser guiada pelos achados clínicos e pelo tipo de cirurgia, e não realizada de forma rotineira para todos os pacientes, especialmente aqueles sem comorbidades. A conduta baseada em evidências para pacientes ASA I ou II submetidos a cirurgias de baixo ou médio risco preconiza que exames de rotina não agregam valor e podem levar a investigações desnecessárias. O foco deve ser na otimização das condições clínicas do paciente e na comunicação clara sobre os riscos e benefícios do procedimento.

Perguntas Frequentes

Quais são os pilares da avaliação pré-operatória para pacientes hígidos?

Os pilares são anamnese detalhada e exame físico completo, focando em identificar comorbidades não diagnosticadas e riscos específicos do procedimento.

Quando são necessários exames complementares na avaliação pré-operatória de um paciente jovem e hígido?

Exames complementares são indicados apenas se a anamnese ou o exame físico levantarem suspeitas de alguma condição que possa impactar o procedimento ou a anestesia.

Qual a importância da classificação ASA na avaliação pré-operatória?

A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) estratifica o risco anestésico-cirúrgico do paciente, auxiliando na decisão sobre a necessidade de exames adicionais e no planejamento da conduta.

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