Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
A descompensação pulmonar é uma das grandes preocupações no período perioperatório. As situações que requerem avaliação do sistema respiratório durante o pré-operatório são, EXCETO,
Dispneia NYHA III é risco CARDÍACO, não pulmonar primário para avaliação respiratória pré-operatória.
A dispneia Classe III da NYHA (New York Heart Association) é um indicador de gravidade de doença cardíaca, e embora possa ter repercussões pulmonares, não é uma condição primariamente respiratória que exija avaliação específica do sistema respiratório no pré-operatório, como tabagismo ou obesidade.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental para a segurança do paciente, visando identificar e otimizar condições que possam aumentar o risco de complicações. O sistema respiratório é particularmente vulnerável no período perioperatório, e a identificação de fatores de risco pulmonares é essencial para implementar estratégias de mitigação. Fatores como idade avançada (>60 anos), tabagismo ativo, obesidade (especialmente mórbida), e a presença de doenças pulmonares crônicas (asma, DPOC) ou agudas (infecções respiratórias recentes) são reconhecidos como preditores de complicações pulmonares pós-operatórias. A avaliação nesses casos pode incluir espirometria, radiografia de tórax e otimização de terapias inalatórias. O objetivo é reduzir o risco de atelectasias, pneumonia, broncoespasmo e insuficiência respiratória. A dispneia Classe III da NYHA, embora seja um sintoma de limitação funcional, está primariamente associada à gravidade da doença cardíaca (insuficiência cardíaca congestiva). Embora a insuficiência cardíaca possa levar a congestão pulmonar e dispneia, a avaliação inicial e o manejo são focados na otimização da função cardíaca. Portanto, enquanto a dispneia é um sintoma importante a ser investigado, a classificação NYHA aponta para um problema cardíaco como causa primária, e não necessariamente uma doença pulmonar intrínseca que exigiria uma avaliação respiratória específica além da cardíaca.
Os principais fatores de risco pulmonares incluem idade avançada (>60 anos), tabagismo ativo, obesidade, asma ou DPOC não controladas, apneia obstrutiva do sono e cirurgias torácicas ou abdominais altas.
A dispneia Classe III da NYHA reflete principalmente a limitação funcional devido à doença cardíaca subjacente. Embora a insuficiência cardíaca possa ter congestão pulmonar, a avaliação primária é cardíaca, e não diretamente uma doença pulmonar intrínseca.
O tabagismo aumenta significativamente o risco de complicações pulmonares pós-operatórias, como atelectasias, broncoespasmo e pneumonia. A cessação do tabagismo por pelo menos 4-8 semanas antes da cirurgia pode reduzir esses riscos.
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