UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2021
Um paciente de 30 anos necessita de uma abordagem cirúrgica devido a uma hérnia inguinal. Não apresenta histórico de comorbidades, cirurgias ou internações prévias. Ao exame físico, bom estado geral, corado, hidratado, acianótico, anictérico. ACV: RCR, 2T, BNF, sem sopros FC 76 bpm. AR: murmúrio vesicular fisiológico presente bilateralmente, sem ruídos adventícios; FR 14 irpm. ABD: RHA presentes, flácido, sem massas ou visceromegalias. Região inguinal: presença de hérnia inguinal à direita, redutível, sem sinais flogísticos. Nos demais sistemas, nada digno de nota. Frente a esse quadro, seria necessário solicitar quais exames complementares pré-operatórios:
Paciente ASA I jovem e saudável para cirurgia de baixo risco (hérnia inguinal) geralmente NÃO necessita de exames pré-operatórios de rotina.
Para pacientes jovens (abaixo de 40-50 anos), sem comorbidades (ASA I), submetidos a cirurgias de baixo risco (como hérnia inguinal), a maioria das diretrizes atuais não recomenda exames complementares pré-operatórios de rotina, pois não alteram a conduta e aumentam custos e ansiedade.
A avaliação pré-operatória visa identificar fatores de risco e otimizar o estado de saúde do paciente para a cirurgia, minimizando complicações. No entanto, a solicitação indiscriminada de exames complementares tem sido questionada, especialmente em pacientes jovens e saudáveis. A classificação de risco da American Society of Anesthesiologists (ASA) é fundamental nesse processo. Pacientes classificados como ASA I (paciente saudável, sem doença sistêmica) submetidos a procedimentos de baixo risco, como a correção de hérnia inguinal, geralmente não se beneficiam de exames laboratoriais ou de imagem de rotina. Estudos demonstram que esses exames raramente alteram a conduta ou previnem complicações nesses casos. A decisão de solicitar exames pré-operatórios deve ser individualizada, baseada na idade do paciente, comorbidades existentes, achados do exame físico e na complexidade do procedimento cirúrgico. Para o paciente descrito, a ausência de histórico de comorbidades e o bom estado geral indicam que a cirurgia pode ser realizada com segurança sem exames adicionais.
As diretrizes atuais recomendam que pacientes ASA I, sem comorbidades e submetidos a cirurgias de baixo risco, não necessitam de exames complementares de rotina, a menos que haja indicação clínica específica.
Exames de rotina em pacientes de baixo risco aumentam custos, podem gerar resultados falso-positivos que levam a investigações adicionais desnecessárias e atrasam a cirurgia, sem melhorar os desfechos.
Idade avançada, presença de comorbidades (doença cardíaca, pulmonar, renal, diabetes), tipo de cirurgia (alto risco de sangramento, grande porte) e achados anormais no exame físico ou história clínica.
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