Avaliação Pré-Operatória: Manejo da HAS e Dislipidemia

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Diante do caso clinico de um homem de 65 anos, apresentando uma hérnia inguinal esquerda sintomática, redutível, e avaliado para cirurgia eletiva de hérnia, além de ter hipertensão arterial não controlada e perfil lipídico desfavorável, com pressão arterial de 150 X 90 mmHg na consulta, qual seria a próxima etapa mais apropriada para a abordagem desse paciente?

Alternativas

  1. A) Encaminhamento para um especialista em colesterol para otimizar o perfil lipídico antes da cirurgia.
  2. B) Iniciar imediatamente o tratamento cirúrgico da hérnia inguinal, independentemente dos níveis pressóricos.
  3. C) Conversar com o paciente sobre os benefícios da redução do risco cardíaco a longo prazo e encaminhar para um cardiologista para amenizar esses fatores de risco.
  4. D) Adiar a cirurgia de hérnia até que a pressão arterial esteja totalmente controlada.
  5. E) Realizar uma angiografia coronariana para avaliar a presença de doença arterial coronariana.

Pérola Clínica

HAS não controlada e dislipidemia antes de cirurgia eletiva → otimização clínica e avaliação cardiológica são prioritárias.

Resumo-Chave

Em cirurgias eletivas, a otimização de comorbidades como hipertensão arterial não controlada e dislipidemia é fundamental para reduzir o risco cardiovascular perioperatório. Adiar a cirurgia para controle pressórico e encaminhamento ao cardiologista é a abordagem mais segura.

Contexto Educacional

A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental na segurança do paciente, especialmente em cirurgias eletivas. O objetivo é identificar e otimizar comorbidades que possam aumentar o risco de complicações perioperatórias. Doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial sistêmica (HAS) e dislipidemia, são as principais causas de morbimortalidade em pacientes cirúrgicos. A hipertensão não controlada (PA > 180/110 mmHg ou > 160/100 mmHg em alguns guidelines) aumenta o risco de eventos isquêmicos miocárdicos, acidentes vasculares cerebrais e insuficiência cardíaca no período perioperatório. Embora 150x90 mmHg não seja uma contraindicação absoluta para cirurgia eletiva, a otimização é sempre desejável. O perfil lipídico desfavorável também contribui para o risco aterosclerótico. A conduta mais apropriada é discutir com o paciente os benefícios da redução do risco cardiovascular a longo prazo e encaminhá-lo a um cardiologista. Este especialista poderá ajustar a medicação anti-hipertensiva, iniciar ou otimizar o tratamento da dislipidemia e realizar uma estratificação de risco mais aprofundada, garantindo que o paciente esteja nas melhores condições possíveis para a cirurgia.

Perguntas Frequentes

Qual a pressão arterial máxima aceitável para cirurgia eletiva?

Idealmente, a pressão arterial deve estar controlada (abaixo de 140/90 mmHg). Pressões acima de 180/110 mmHg geralmente contraindicam cirurgias eletivas, exigindo otimização prévia para reduzir riscos.

Por que é importante controlar a hipertensão antes da cirurgia?

O controle da hipertensão antes da cirurgia reduz o risco de eventos cardiovasculares perioperatórios, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e arritmias, melhorando a segurança do procedimento.

Quais os riscos de cirurgia com hipertensão não controlada?

Os riscos incluem instabilidade hemodinâmica durante a cirurgia, sangramento excessivo, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência renal aguda e maior mortalidade perioperatória.

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