Avaliação Pré-Operatória: Exames Essenciais e Desnecessários

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2022

Enunciado

GDG, 52 anos, sexo feminino, advogada, que vai ser submetida a colecistectomia videolaparoscópica eletiva, no tratamento de colecistolitíase assintomática, informa uso regular de losartana e hidroclorotiazida indicados no tratamento de hipertensão arterial. Em relação à avaliação pré-operatória desta paciente, assinale a alternativa ERRADA:

Alternativas

  1. A) Deve ser realizada radiografia de tórax.
  2. B) Deve-se dosar os níveis séricos de ALT e AST.
  3. C) Há indicação de fazer a dosagem de creatinina sérica.
  4. D) Há indicação de se dosar os eletrólitos.

Pérola Clínica

Colecistectomia eletiva + HAS controlada → Exames pré-op individualizados, não rotineiros como ALT/AST sem indicação.

Resumo-Chave

A avaliação pré-operatória deve ser individualizada, baseada na idade do paciente, comorbidades e tipo de cirurgia. Exames como ALT/AST não são rotineiramente solicitados para colecistectomia eletiva em pacientes assintomáticos sem suspeita de doença hepática ou biliar ativa.

Contexto Educacional

A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental na segurança do paciente cirúrgico, visando identificar e otimizar condições clínicas que possam aumentar o risco de complicações. Para procedimentos eletivos como a colecistectomia videolaparoscópica, a abordagem deve ser individualizada, considerando a idade, comorbidades (como hipertensão arterial) e o tipo de cirurgia. O objetivo é minimizar riscos e evitar exames desnecessários que não alteram a conduta. A fisiopatologia da colecistolitíase assintomática não implica, por si só, em disfunção hepática que justifique a dosagem rotineira de ALT e AST. A hipertensão arterial, por outro lado, exige atenção à função renal (creatinina) e ao balanço hidroeletrolítico (eletrólitos), especialmente em uso de diuréticos como a hidroclorotiazida, que pode causar hipocalemia. O eletrocardiograma também é crucial para avaliar a função cardíaca em pacientes hipertensos. O tratamento da colecistolitíase assintomática com colecistectomia eletiva é geralmente de baixo risco. A otimização pré-operatória de comorbidades é essencial para um bom prognóstico. A dosagem de enzimas hepáticas (ALT/AST) só seria justificada se houvesse sinais ou sintomas de colestase, hepatite ou outras doenças hepáticas, o que não é o caso de uma colecistolitíase puramente assintomática.

Perguntas Frequentes

Quais exames são rotineiramente indicados na avaliação pré-operatória de um paciente hipertenso para cirurgia eletiva?

Para pacientes hipertensos, são essenciais a dosagem de creatinina e eletrólitos (especialmente se em diuréticos) e um eletrocardiograma. Outros exames dependem das comorbidades e do risco cirúrgico.

Por que a dosagem de ALT e AST não é indicada rotineiramente para colecistectomia eletiva assintomática?

A dosagem de ALT e AST não é rotineira porque a colecistolitíase assintomática geralmente não causa disfunção hepática. Esses exames são reservados para suspeita de colestase, hepatite ou outras doenças hepáticas.

Quando a radiografia de tórax é indicada na avaliação pré-operatória?

A radiografia de tórax é indicada para pacientes com doenças cardiopulmonares conhecidas, sintomas respiratórios agudos, idade avançada ou para cirurgias de alto risco, não sendo rotina para cirurgias de baixo risco em pacientes assintomáticos.

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