HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Um paciente de 65 anos, com histórico de hipertensão arterial controlada, está agendado para uma cirurgia de colecistectomia laparoscópica. Qual é a melhor abordagem para avaliação pré-anestésica nesse caso?
Avaliação pré-anestésica: foco na estratificação de risco com escalas (ASA, Goldman) e otimização de comorbidades.
A avaliação pré-anestésica deve ir além de exames de rotina, focando na estratificação de risco individualizada do paciente, considerando suas comorbidades e o tipo de cirurgia. Escalas como a da American Society of Anesthesiologists (ASA) são fundamentais para guiar a conduta e identificar a necessidade de exames complementares específicos.
A avaliação pré-anestésica é um pilar fundamental da segurança do paciente cirúrgico, visando identificar e mitigar riscos associados ao procedimento e à anestesia. Sua importância é amplificada em pacientes idosos ou com comorbidades, como a hipertensão arterial, que podem impactar significativamente o desfecho perioperatório. Uma avaliação bem conduzida permite a otimização das condições clínicas e a escolha da técnica anestésica mais segura. O objetivo principal é reduzir a morbimortalidade e garantir uma recuperação adequada. A epidemiologia mostra que complicações perioperatórias são mais frequentes em pacientes com múltiplas comorbidades, reforçando a necessidade de uma abordagem individualizada. A avaliação pré-anestésica é o primeiro passo para um plano de cuidado seguro e eficaz. A fisiopatologia das comorbidades deve ser compreendida para prever possíveis interações com agentes anestésicos e estresse cirúrgico. Por exemplo, a hipertensão não controlada aumenta o risco de eventos cardiovasculares. O diagnóstico de risco é feito através da história clínica detalhada, exame físico e uso de escalas de estratificação de risco, como a classificação ASA, que categoriza o estado físico do paciente. A suspeita de complicações deve guiar a solicitação de exames complementares específicos, evitando a rotina indiscriminada. O tratamento pré-operatório envolve a otimização das condições clínicas, como o controle da pressão arterial e da glicemia. O prognóstico é melhorado com uma avaliação e manejo adequados. Pontos de atenção incluem a suspensão ou manutenção de medicamentos específicos, o manejo de anticoagulantes e antiagregantes, e a preparação psicológica do paciente. A comunicação clara entre anestesista, cirurgião e paciente é crucial para o sucesso do procedimento.
Os principais objetivos são identificar fatores de risco, otimizar condições clínicas pré-existentes, planejar a anestesia e o pós-operatório, e reduzir a morbimortalidade perioperatória.
A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) é uma escala de 6 classes que avalia o estado físico do paciente, correlacionando-o com o risco anestésico-cirúrgico. Ela guia a tomada de decisão sobre a necessidade de exames adicionais e o manejo perioperatório.
Para hipertensos controlados, exames de rotina como hemograma, coagulograma, glicemia, ureia, creatinina e eletrólitos podem ser suficientes. Exames cardiológicos adicionais (ECG, ecocardiograma) são indicados apenas se houver sintomas, sinais de doença cardiovascular ou descontrole da hipertensão.
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