HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
Podem ser avaliados pela ressonância cardíaca do paciente idoso:
Ressonância Magnética Cardíaca (RMC) = padrão-ouro para avaliar função, volumes, massa, fibrose e caracterização tecidual de ambos os ventrículos.
A ressonância magnética cardíaca é um método de imagem extremamente versátil e completo. Ela permite uma avaliação anatômica e funcional detalhada, incluindo a quantificação precisa da função do ventrículo direito, detecção de fibrose com realce tardio e caracterização de massas, trombos e doenças do pericárdio.
A Ressonância Magnética Cardíaca (RMC) é uma modalidade de imagem não invasiva que se tornou uma ferramenta indispensável na cardiologia moderna. Sua principal vantagem é a capacidade de fornecer uma avaliação abrangente da anatomia e função cardíaca sem o uso de radiação ionizante, sendo particularmente útil em populações como a de idosos, onde múltiplas comorbidades cardíacas podem coexistir. A RMC é considerada o padrão-ouro para a quantificação dos volumes, massa e fração de ejeção de ambos os ventrículos, esquerdo e direito. A avaliação precisa do ventrículo direito (VD) é um dos seus pontos fortes, superando as limitações geométricas do ecocardiograma. Além da análise funcional, a RMC permite a caracterização tecidual do miocárdio. A técnica de realce tardio com gadolínio é fundamental para identificar áreas de fibrose ou necrose, auxiliando no diagnóstico de infarto do miocárdio, miocardites e diversas miocardiopatias. Outras aplicações importantes incluem a detecção de trombos intracavitários, a avaliação de doenças do pericárdio (como pericardite constritiva e espessamento pericárdico), o diagnóstico de massas cardíacas e a análise de cardiopatias congênitas. Sua capacidade de fornecer informações anatômicas, funcionais e de caracterização tecidual em um único exame a torna uma ferramenta diagnóstica poderosa e completa.
A detecção de fibrose é feita pela técnica de realce tardio com gadolínio. Após a injeção do contraste, áreas de fibrose ou necrose retêm o gadolínio por mais tempo que o miocárdio saudável, aparecendo como áreas hiperintensas (brancas) nas imagens adquiridas tardiamente.
O VD tem uma geometria complexa (forma de crescente) que é difícil de ser totalmente visualizada e quantificada por janelas ecocardiográficas 2D. A RMC adquire imagens em múltiplos planos, permitindo uma reconstrução 3D precisa para cálculo de volumes, massa e fração de ejeção, sendo o padrão-ouro.
As indicações incluem investigação de insuficiência cardíaca de etiologia incerta, avaliação de miocardiopatias (hipertrófica, restritiva, amiloidose), quantificação de infarto prévio, pesquisa de viabilidade miocárdica e avaliação de massas cardíacas ou doenças do pericárdio.
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