Avaliação Perioperatória: Risco Cardiovascular e Exames

Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

Segundo dados do DATASUS, em 2019 foram realizados mais de 5 milhões de procedimentos cirúrgicos, com mortalidade perioperatória geral de 1,6%. Com o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida, tais procedimentos são realizados em uma população com idade média mais avançada e prevalência de maior comorbidades. Nesse contexto, avaliação clínica perioperatória ganha cada vez mais importância na tentativa de diminuir comorbidades e a mortalidade perioperatórias.Manual do Residente de Clínica Médica. Maria Helena Sampaio Favarato et al. – 3.a ed. Santana de Parnaíba-SP: Manole, 2023.Tendo o texto apenas como caráter informativo e levando em conta o tema que ele suscita e seus conhecimentos prévios, julgue o item.Pacientes com classificação ASA III e histórico de cardiopatia isquêmica requerem uma avaliação abrangente, que envolve a análise de biomarcadores como o NT-ProBNP e a troponina, juntamente com a estratificação do risco cardiovascular através de cineangiocoronariografia.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

CATE não é rotina pré-op; reservado para indicações clínicas habituais (ex: SCA ou angina instável).

Resumo-Chave

A estratificação de risco baseia-se em escores clínicos. Exames invasivos como a cineangiocoronariografia só são indicados se houver indicação clínica independente da cirurgia.

Contexto Educacional

A avaliação perioperatória visa identificar pacientes com maior probabilidade de eventos adversos cardiovasculares. A base da avaliação é a anamnese, exame físico e aplicação de escores como o Índice de Risco Cardíaco Revisado (RCRI). A classificação ASA, embora subjetiva, é um forte preditor de mortalidade perioperatória geral. O uso de biomarcadores como NT-proBNP e troponina ganhou espaço nas diretrizes recentes (SBC e ESC) para pacientes de risco intermediário ou alto, auxiliando na detecção de injúria miocárdica perioperatória (MINS). No entanto, a realização de exames invasivos como a cineangiocoronariografia de forma profilática não reduz eventos e pode atrasar cirurgias necessárias, sendo reservada para casos com indicações cardiológicas precisas.

Perguntas Frequentes

Quando indicar CATE no pré-operatório?

A cineangiocoronariografia não deve ser solicitada rotineiramente para estratificação de risco cirúrgico. Sua indicação no pré-operatório é a mesma do contexto fora da cirurgia: pacientes com angina instável, infarto agudo do miocárdio com supra de ST ou outras síndromes coronarianas agudas que exijam intervenção imediata, independentemente do procedimento cirúrgico planejado.

Qual o papel do NT-proBNP na avaliação cirúrgica?

O NT-proBNP e a troponina ultrassensível podem ser utilizados para refinamento de risco em pacientes com capacidade funcional limitada ou escores clínicos intermediários/altos, auxiliando na detecção de injúria miocárdica perioperatória (MINS), mas não são obrigatórios para todos os pacientes ASA III.

O que define a classificação ASA III?

O ASA III refere-se a pacientes com doença sistêmica grave que limita a atividade, mas não é incapacitante. Exemplos incluem diabetes mellitus descompensado, insuficiência cardíaca congestiva estável, ou histórico de infarto agudo do miocárdio há mais de 3 meses.

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