UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2017
Em relação à saúde do idoso, é INCORRETO afirmar:
IMC de eutrofia para idosos é > 22 kg/m², diferente do adulto jovem, visando menor mortalidade.
O IMC considerado normal ou eutrófico para idosos é geralmente mais elevado do que para adultos jovens (acima de 22 kg/m²), pois um IMC ligeiramente maior nessa faixa etária tem sido associado a menor mortalidade e melhor prognóstico. A avaliação nutricional deve ser abrangente.
A saúde do idoso apresenta particularidades que exigem uma abordagem clínica diferenciada. Uma das questões cruciais é a avaliação nutricional, onde o Índice de Massa Corpórea (IMC) é um indicador importante, mas com valores de referência distintos dos adultos jovens. Para idosos, um IMC entre 22 e 27 kg/m² (ou até 29 kg/m² em algumas fontes) é frequentemente considerado como faixa de eutrofia, associado a menor mortalidade. Valores abaixo de 22 kg/m² podem indicar risco de desnutrição, que é um fator de pior prognóstico nessa população. Outros aspectos relevantes incluem a polifarmácia, que é a prescrição de múltiplos medicamentos simultaneamente, uma prática comum devido à alta prevalência de comorbidades. No entanto, a polifarmácia aumenta significativamente o risco de iatrogenias, interações medicamentosas e reações adversas, exigindo uma revisão cuidadosa da medicação. Além disso, as doenças em idosos frequentemente se manifestam de forma atípica, com sintomas inespecíficos ou ausentes, o que pode dificultar o diagnóstico e atrasar o tratamento. A avaliação geriátrica ampla, que inclui a funcionalidade, o estado cognitivo, o humor, a nutrição e a audição (como o teste do sussurro para triagem auditiva), é essencial para um cuidado integral. Reconhecer essas especificidades é fundamental para a prevenção de complicações, a promoção da autonomia e a melhoria da qualidade de vida dos idosos, garantindo um manejo clínico seguro e eficaz.
Para idosos, o IMC considerado eutrófico é geralmente entre 22 e 27 kg/m² (ou até 29 kg/m² em algumas diretrizes), diferentemente dos adultos jovens. Valores abaixo de 22 kg/m² podem indicar risco de desnutrição.
As doenças em idosos frequentemente se apresentam de forma atípica devido à reserva fisiológica diminuída, presença de múltiplas comorbidades, uso de polifarmácia e alterações na resposta inflamatória e imune, mascarando sintomas clássicos.
A polifarmácia em idosos aumenta o risco de interações medicamentosas, reações adversas, iatrogenias, quedas, hospitalizações e piora da adesão ao tratamento, sendo um desafio comum na geriatria.
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