PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Em pediatria, a disfagia dificilmente é um evento isolado e, entre as doenças, as neuropatias geralmente cursam com distúrbio de deglutição em graus variados. Sobre a terapia nutricional em crianças com doença neurológica, é correto afirmar que:
Em crianças com doença neurológica e disfagia, a estatura pode ser estimada por medidas de segmentos corporais para avaliação nutricional.
Em pacientes pediátricos com condições neurológicas que afetam o crescimento e a postura, as medidas antropométricas padrão (peso, altura) podem ser imprecisas. A estimativa da estatura por segmentos corporais como altura do joelho ou comprimento da tíbia é uma alternativa válida para monitorar o estado nutricional e o crescimento.
A avaliação nutricional em crianças com doenças neurológicas, como paralisia cerebral ou outras neuropatias, é um componente crítico da puericultura e do acompanhamento médico. Essas crianças frequentemente apresentam disfagia, distúrbios gastrointestinais e alterações no padrão de crescimento, o que exige uma abordagem especializada para garantir um suporte nutricional adequado e prevenir complicações como a desnutrição e suas consequências. Devido às limitações motoras, contraturas e deformidades esqueléticas, a obtenção de medidas antropométricas padrão, como peso e estatura, pode ser desafiadora e imprecisa. Nesses casos, a utilização de medidas alternativas, como a altura do joelho, comprimento da tíbia ou comprimento do braço, torna-se fundamental para estimar a estatura e monitorar o crescimento longitudinal, permitindo um cálculo mais fidedigno das necessidades energéticas e a avaliação do estado nutricional. O manejo da terapia nutricional inclui a adaptação da consistência dos alimentos para disfagia (geralmente espessados, não líquidos puros), o tratamento da constipação (com laxantes osmóticos como o polietilenoglicol, em vez de óleo mineral devido ao risco de aspiração), e a consideração de vias alternativas de alimentação (sonda nasoenteral ou gastrostomia) em casos de falha da via oral, aspiração recorrente ou desnutrição grave. Sinais de alarme para via alternativa incluem refeições prolongadas, perda de peso, infecções respiratórias de repetição e desidratação.
Os desafios incluem dificuldades na medição precisa de peso e estatura devido a deformidades, contraturas e incapacidade de manter a posição. Além disso, a disfagia e o refluxo gastroesofágico são comuns, impactando a ingestão e absorção de nutrientes.
A estimativa de estatura por segmentos corporais, como altura do joelho ou comprimento da tíbia, é crucial porque fornece uma medida mais confiável do crescimento linear quando a estatura total não pode ser obtida de forma precisa, auxiliando no cálculo de índices antropométricos.
Sinais de alarme incluem refeições prolongadas (>30 minutos), engasgos frequentes, tosse durante a alimentação, perda de peso, infecções respiratórias de repetição (pneumonias aspirativas) e desidratação, indicando falha na alimentação oral segura e eficaz.
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