Nódulos Tireoidianos: Avaliação e Conduta com TIRADS

HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 45 anos, assintomática, realiza ultrassom da tireoide solicitado por sua ginecologista em consulta de rotina e recebe o seguinte resultado: Glândula tireóide de volume aumentado e presença das seguintes formações nodulares: Lobo direito: N1- sólido, hipoecogênico, contornos lobulados, sem focos ecogênicos, localizado no terço médio, medindo 1,3x1,3x1,0 cm (TIRADS 5) / N2 - nódulo sólido-cístico, de contornos regulares, em terço inferior, medindo 1,7x1,3x0,8 cm (TIRADS 2) Lobo esquerdo N3 - nódulo misto, predominantemente sólido, hipoecogênico, contornos regulares, em terço superior, medindo 0,7x1,7x0,7 (TIRADS 3) Volume total da glândula = 45 cm3 (nl de 7 a 14 cm³) Considerando os achado, a afirmação correta é:

Alternativas

  1. A) A paciente tem indicação de Tireoidectomia total pelo risco de malignidade conferido pelo nódulo N1
  2. B) A paciente tem indicação de Tireoidectomia total pelo volume tireoideano 
  3. C) A paciente necessita de uma dosagem de TSH e da citologia oncótica dos nódulos suspeitos
  4. D) A paciente pode ser acompanhada com ultrassons seriados a cada 6 meses

Pérola Clínica

Nódulo tireoidiano TIRADS 5 ou TIRADS 3 >1,5 cm → PAAF e dosagem de TSH para avaliação.

Resumo-Chave

A presença de um nódulo TIRADS 5 (alto risco de malignidade) e outro TIRADS 3 (risco intermediário) exige investigação adicional. A dosagem de TSH é fundamental para avaliar a função tireoidiana e guiar a conduta, enquanto a PAAF é o método padrão para avaliar a malignidade de nódulos suspeitos.

Contexto Educacional

A avaliação de nódulos tireoidianos é uma prática comum na endocrinologia e cirurgia de cabeça e pescoço. A prevalência de nódulos aumenta com a idade, sendo a maioria benigna. O desafio reside em identificar os nódulos malignos que necessitam de intervenção, evitando procedimentos desnecessários. O sistema TIRADS (Thyroid Imaging Reporting and Data System) padroniza a descrição ultrassonográfica e estratifica o risco de malignidade, guiando a necessidade de PAAF. Características como hipoecogenicidade, microcalcificações, contornos irregulares e forma mais alta que larga aumentam o escore TIRADS. A dosagem de TSH é crucial, pois um TSH suprimido sugere um nódulo hiperfuncionante, que geralmente é benigno e deve ser investigado com cintilografia. A PAAF é o método mais eficaz para o diagnóstico citológico de nódulos tireoidianos. A conduta subsequente (observação, nova PAAF ou cirurgia) dependerá do resultado da citologia e do contexto clínico do paciente. A tireoidectomia total é reservada para casos de malignidade confirmada ou bócio volumoso com sintomas compressivos.

Perguntas Frequentes

Quando é indicada a PAAF para nódulos tireoidianos?

A PAAF é indicada para nódulos TIRADS 5 de qualquer tamanho, TIRADS 4 >1 cm e TIRADS 3 >1,5 cm, ou em nódulos com características suspeitas como crescimento rápido ou linfonodos alterados.

Qual a importância do TSH na avaliação de nódulos tireoidianos?

O TSH é fundamental. Se suprimido, sugere nódulo hiperfuncionante (geralmente benigno, investigar com cintilografia). Se normal ou elevado, a PAAF é a próxima etapa para nódulos com critérios de suspeição.

O que significa um nódulo TIRADS 5?

Um nódulo TIRADS 5 apresenta características ultrassonográficas de alto risco para malignidade, como hipoecogenicidade marcada, microcalcificações, contornos irregulares e forma mais alta que larga, com risco de malignidade >20%.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo