HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2025
Uma mulher de 41 anos de idade, com um nódulo tireoidiano palpável há 3 meses, sem dor ou sinais de hipertiroidismo, realizou uma ultrassonografia que identificou um nódulo hipoecogênico de 2,5cm com microcalcificações. Nesse caso, o próximo passo para o diagnóstico é realizar:
Nódulo tireoidiano hipoecogênico com microcalcificações na USG → alto risco de malignidade → PAAF é o próximo passo diagnóstico.
Um nódulo tireoidiano hipoecogênico com microcalcificações na ultrassonografia é um achado altamente suspeito para malignidade, independentemente do tamanho. Nesses casos, a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) é o próximo passo diagnóstico essencial para obter material citológico e determinar a natureza do nódulo, guiando a conduta terapêutica.
Nódulos tireoidianos são achados comuns na prática clínica, com prevalência que aumenta com a idade. A maioria é benigna, mas uma pequena porcentagem representa câncer de tireoide. A avaliação inicial de um nódulo tireoidiano envolve a história clínica, exame físico e, crucialmente, a ultrassonografia de tireoide. A ultrassonografia é fundamental para caracterizar o nódulo, determinar seu tamanho, número e, mais importante, identificar características que sugerem malignidade. Achados ultrassonográficos como hipoecogenicidade (o nódulo é mais escuro que o parênquima tireoidiano adjacente), microcalcificações (pequenos pontos brilhantes), margens irregulares, formato 'mais alto que largo' e fluxo sanguíneo intranodular aumentado são considerados sinais de alto risco para malignidade. No caso apresentado, a presença de hipoecogenicidade e microcalcificações em um nódulo de 2,5 cm eleva significativamente a suspeita de câncer de tireoide, independentemente da função tireoidiana. Diante de um nódulo com características ultrassonográficas suspeitas, o próximo passo diagnóstico é a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) guiada por ultrassom. A PAAF permite a coleta de células do nódulo para análise citopatológica, que é o método mais preciso para diferenciar nódulos benignos de malignos. Com base nos resultados da PAAF, a conduta pode variar desde o acompanhamento clínico até a indicação cirúrgica. A dosagem de TSH, embora importante para avaliar a função tireoidiana, não é o principal determinante da malignidade do nódulo e não substitui a PAAF em casos de alta suspeição ultrassonográfica.
Achados ultrassonográficos que indicam alto risco de malignidade incluem hipoecogenicidade marcada, microcalcificações, margens irregulares ou espiculadas, formato mais alto que largo (tall than wide), e invasão extratireoidiana. A presença de linfonodos cervicais suspeitos também é um sinal de alerta.
A PAAF é o método mais eficaz para avaliar a natureza citológica de um nódulo tireoidiano e determinar se ele é benigno ou maligno. Ela é minimamente invasiva e fornece informações cruciais para decidir sobre a necessidade de cirurgia ou acompanhamento, evitando procedimentos desnecessários.
A dosagem de TSH é útil para avaliar a função tireoidiana. Se o TSH estiver suprimido, sugere um nódulo hiperfuncionante (quente), que geralmente é benigno e pode ser investigado com cintilografia. Se o TSH estiver normal ou elevado, a avaliação do risco de malignidade do nódulo é feita principalmente pela ultrassonografia e PAAF.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo