IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
Paciente sexo feminino, 40 anos, apresenta nódulo de tireoide. Não tem exames prévios. Assinale a alternativa INCORRETA:
Rastreamento de nódulos tireoidianos por USG não é rotina em assintomáticos.
A ultrassonografia de tireoide não é recomendada como exame de rastreamento de rotina para mulheres assintomáticas sem fatores de risco. A investigação de nódulos tireoidianos deve ser guiada por achados clínicos, exame físico e fatores de risco específicos.
A avaliação de um nódulo tireoidiano é um cenário comum na prática clínica, especialmente em mulheres, onde a prevalência é maior. A maioria dos nódulos é benigna, mas a exclusão de malignidade é o principal objetivo da investigação. A anamnese deve incluir perguntas sobre histórico de irradiação cervical, histórico familiar de câncer de tireoide (especialmente neoplasia medular, que pode indicar MEN2), e sintomas de tireotoxicose ou hipotireoidismo. O exame físico deve focar nas características do nódulo e linfonodos cervicais. A ultrassonografia de tireoide é o exame de imagem inicial e mais importante, fornecendo informações sobre tamanho, número e características suspeitas (bordas irregulares, microcalcificações, hipoecogenicidade). Nódulos com características suspeitas ou maiores que um determinado tamanho (geralmente >1 cm) requerem punção aspirativa por agulha fina (PAAF). A cintilografia é reservada para casos de TSH suprimido, para avaliar a funcionalidade do nódulo. É fundamental ressaltar que, apesar da alta incidência de doenças tireoidianas em mulheres, a ultrassonografia de tireoide não é recomendada como exame de rastreamento de rotina para a população geral assintomática, pois pode levar a sobrediagnóstico e procedimentos desnecessários.
Achados como bordas irregulares, microcalcificações, hipoecogenicidade acentuada, formato mais alto que largo e fluxo intranodular aumentado são sugestivos de malignidade.
A cintilografia é indicada quando há suspeita de nódulo hiperfuncionante (quente), geralmente em pacientes com tireotoxicose e TSH suprimido, para diferenciar adenoma tóxico de outras causas.
Fatores de risco incluem histórico de irradiação cervical na infância, histórico familiar de câncer de tireoide (especialmente neoplasia medular), nódulos de crescimento rápido e idade extrema (<20 ou >70 anos).
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