Avaliação Neurológica em Crianças em Coma: Guia Essencial

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2021

Enunciado

Criança de cinco anos chega à emergência com alteração do estado mental, em coma. Quais os passos fundamentais da avaliação neurológica para essa criança, além do nível de consciência e do padrão respiratório?

Alternativas

  1. A) Avaliação das pupilas, motilidade ocular extrínseca e postura motora.
  2. B) Avaliação da resposta motora, movimentos oculares e resposta verbal.
  3. C) Avaliação da abertura ocular, da resposta à dor e de déficits neurológicos.
  4. D) Avaliação da hipertensão intracraniana, da herniação cerebral e movimentos oculares.

Pérola Clínica

Criança em coma: além de nível consciência e padrão respiratório, avaliar pupilas, motilidade ocular extrínseca e postura motora.

Resumo-Chave

Na avaliação neurológica de uma criança em coma, após o nível de consciência (Glasgow) e padrão respiratório, a análise das pupilas (tamanho, simetria, reatividade), motilidade ocular extrínseca (reflexos oculocefálicos e oculovestibulares) e postura motora (decorticação, descerebração) são essenciais para localizar a lesão e determinar a gravidade.

Contexto Educacional

A avaliação neurológica de uma criança em coma é uma situação de emergência que exige uma abordagem sistemática e rápida para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado. O coma em pediatria pode ser resultado de diversas etiologias, como traumatismo cranioencefálico, infecções do sistema nervoso central, intoxicações, distúrbios metabólicos ou hipóxia-isquemia. Após a estabilização das vias aéreas, respiração e circulação (ABC), a avaliação neurológica inicial deve incluir o nível de consciência, frequentemente quantificado pela Escala de Coma de Glasgow Pediátrica, e a observação do padrão respiratório, que pode indicar o nível da lesão no tronco cerebral. No entanto, para uma avaliação completa e localização da lesão, é imperativo ir além desses parâmetros. A análise detalhada das pupilas (tamanho, simetria e reatividade à luz), da motilidade ocular extrínseca (através dos reflexos oculocefálicos e oculovestibulares, se não houver contraindicação de lesão cervical) e da postura motora (observando sinais de decorticação, descerebração ou flacidez) são componentes cruciais. Esses achados permitem inferir a integridade do tronco cerebral e a presença de herniação cerebral, guiando o raciocínio diagnóstico e as decisões terapêuticas urgentes.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes cruciais da avaliação neurológica de uma criança em coma, além do nível de consciência?

Além do nível de consciência (avaliado pela Escala de Coma de Glasgow Pediátrica) e do padrão respiratório, a avaliação das pupilas (tamanho, simetria, reatividade), da motilidade ocular extrínseca (reflexos oculocefálicos e oculovestibulares) e da postura motora são fundamentais.

Por que a avaliação das pupilas é tão importante em um paciente pediátrico em coma?

As pupilas fornecem informações valiosas sobre a função do tronco cerebral e a presença de lesões expansivas. Anormalidades como anisocoria, midríase fixa ou pupilas puntiformes podem indicar compressão do nervo oculomotor, lesão mesencefálica ou pontina, respectivamente.

Como a postura motora anormal pode auxiliar no diagnóstico de lesões cerebrais em crianças?

Posturas como decorticação (flexão dos membros superiores e extensão dos inferiores) ou descerebração (extensão de todos os membros) indicam disfunção cerebral grave. A decorticação sugere lesão acima do tronco cerebral, enquanto a descerebração aponta para lesão no tronco cerebral, abaixo do núcleo rubro.

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