UFSCar - Hospital Universitário de São Carlos (SP) — Prova 2017
Fernando é médico residente, R1 em Medicina de Família e Comunidade. Sua preceptora solicita que ele faça uma Visita Domiciliar para um idoso de 79 anos, viúvo, que recentemente se mudou para o bairro. Ele pretende realizar uma avaliação multidimensional do idoso. Quais aspectos devem ser avaliados?
Avaliação multidimensional idoso → Funcionalidade (AVD), suporte social, risco de queda, visão/audição, estado mental.
A avaliação multidimensional do idoso vai além da queixa principal, abrangendo aspectos funcionais, sociais, cognitivos e sensoriais. É crucial para identificar vulnerabilidades e planejar um cuidado integral, especialmente em um idoso que se mudou e pode ter rede de apoio fragilizada.
A Avaliação Multidimensional do Idoso (AMI), também conhecida como Avaliação Geriátrica Ampla (AGA), é uma ferramenta fundamental na Medicina de Família e Comunidade e na Geriatria. Ela transcende a avaliação tradicional focada em doenças, buscando uma compreensão integral do indivíduo idoso em seus aspectos biológicos, psicológicos, sociais e funcionais. Para um residente de MFC, especialmente em uma visita domiciliar, essa abordagem é crucial para identificar vulnerabilidades e planejar um cuidado realmente centrado na pessoa. Ao realizar uma visita domiciliar para um idoso como Fernando, é imperativo avaliar diversos domínios. A funcionalidade, por exemplo, é medida pelas Atividades da Vida Diária (AVD - básicas como banho, vestir-se; e instrumentais como cozinhar, gerenciar finanças). O suporte social é vital, considerando que o idoso é viúvo e recém-chegado ao bairro, o que pode indicar fragilidade na rede de apoio. O risco de queda é uma preocupação constante em idosos, e a avaliação sensorial (visão e audição) e do estado mental (cognição e humor) complementam o panorama, impactando diretamente a autonomia e a qualidade de vida. A identificação desses aspectos permite ao profissional de saúde elaborar um plano de cuidados individualizado, que não apenas trate doenças, mas também promova a autonomia, previna agravos e melhore a qualidade de vida do idoso. Para residentes, dominar a AMI é essencial para uma prática clínica eficaz e humanizada, preparando-os para os desafios do envelhecimento populacional.
A AGA abrange múltiplos domínios, incluindo avaliação funcional (AVD e AIVD), cognitiva (estado mental), social (suporte, rede), nutricional, sensorial (visão, audição) e comorbidades, visando uma visão integral do idoso.
A avaliação do risco de queda envolve questionar sobre quedas prévias, avaliar a marcha e o equilíbrio (ex: Teste Timed Up and Go), revisar medicações, e verificar fatores ambientais de risco no domicílio (tapetes soltos, iluminação inadequada).
O suporte social é vital para a autonomia e bem-estar do idoso, influenciando sua capacidade de manter-se em casa, acessar serviços e lidar com desafios. A ausência ou fragilidade do suporte social pode indicar maior vulnerabilidade e necessidade de intervenções.
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