Avaliação Multidimensional do Idoso: Pilares e Rastreio

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026

Enunciado

Homem de 74 anos, viúvo há seis meses, motorista aposentado, vive sozinho. Ele procura a unidade de saúde relatando fraqueza e indisposição desde a morte da esposa. Nega outras queixas. Considerando a importância da avaliação multidimensional, levando em consideração a prevalência das disfunções, a vulnerabilidade à intervenção, a relação com aspectos de prevenção dos agravos mais frequentes e a capacidade de identificação de alguns problemas de grande repercussão funcional, os itens a serem avaliados nesse caso são:

Alternativas

  1. A) Visão, estado nutricional e suporte social.
  2. B) História pregressa de câncer, peso e visão.
  3. C) Função dos membros, obesidade e audição.
  4. D) Função cardíaca, confusão mental e audição.

Pérola Clínica

Luto + Fraqueza no idoso → Avaliar suporte social, nutrição e déficits sensoriais.

Resumo-Chave

A avaliação multidimensional foca em identificar vulnerabilidades reversíveis, como isolamento social e desnutrição, que frequentemente mimetizam ou agravam quadros de fragilidade.

Contexto Educacional

A avaliação multidimensional do idoso (AGA) é o padrão-ouro na geriatria para identificar problemas que escapam ao exame físico convencional. Em pacientes idosos que apresentam sintomas inespecíficos como 'fraqueza' após eventos estressores (como o luto), a investigação deve priorizar a funcionalidade e o contexto psicossocial. A desnutrição e o isolamento social são preditores de fragilidade e devem ser abordados precocemente. Além disso, a visão é um componente crítico da segurança e autonomia, sendo um item obrigatório na triagem preventiva para evitar quedas e dependência funcional.

Perguntas Frequentes

O que compõe a avaliação multidimensional do idoso?

A avaliação multidimensional do idoso (AGA) é um processo diagnóstico interdisciplinar que determina as deficiências e capacidades médicas, psicossociais e funcionais. Ela abrange a saúde física (comorbidades, polifarmácia), função cognitiva e afetiva, funcionalidade (atividades básicas e instrumentais da vida diária), suporte social e condições ambientais. O objetivo é elaborar um plano de cuidado integrado que maximize a independência e a qualidade de vida, indo além do modelo biomédico tradicional focado apenas na doença.

Por que o suporte social é crítico na geriatria?

O suporte social é um determinante robusto de saúde no idoso. A solidão e o isolamento social estão associados a um aumento significativo na mortalidade, risco de demência, depressão e declínio funcional. No caso de idosos recém-viúvos, a perda da rede de apoio primária pode levar à negligência no autocuidado, desnutrição e descompensação de doenças crônicas, tornando a avaliação do suporte social essencial para intervenções preventivas e suporte emocional.

Quais os principais rastreios sensoriais recomendados?

O rastreio de visão e audição é fundamental, pois déficits sensoriais são fatores de risco modificáveis para quedas, isolamento social e declínio cognitivo. A avaliação da acuidade visual (tabela de Snellen) e a triagem auditiva (teste do sussurro ou audiometria) devem ser periódicas. A correção desses déficits melhora a interação social e a segurança do paciente, reduzindo a carga de fragilidade e melhorando a qualidade de vida global.

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