AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
Na avaliação laboratorial de pacientes apresentando icterícia o padrão dos exames hepáticos podem sugerir distúrbios colestáticos como etiologia primária, sendo essencial a diferenciação entre colestase intra ou extra-hepática. A respeito dos distúrbios colestáticos, assinale a alternativa correta.I - Embora a ultrassonografia de abdome possa indicar colestase extra-hepática, este exame raramente identifica o local da obstrução. II - A colangite esclerosante primária é uma doença autoimune caracterizada pela presença do anticorpo antimitocondriais, com consequente destruição dos ductos biliares maiores. III - Dentre as causas de colestase intra-hepática encontra-se a colestase da gravidez. Esta condição tipicamente ocorre a partir do segundo trimestre e tende a cessar após realização do parto
Colestase: USG indica extra-hepática e local obstrução; Colangite Esclerosante Primária ≠ AMA; Colestase Gravidez é intra-hepática e cessa pós-parto.
A ultrassonografia é uma ferramenta eficaz para identificar colestase extra-hepática e localizar a obstrução. A colangite esclerosante primária não está associada a anticorpos antimitocondriais (AMA), que são marcadores da cirrose biliar primária. A colestase da gravidez é uma causa intra-hepática comum, com resolução pós-parto.
A icterícia é um sinal clínico comum que exige uma investigação diagnóstica cuidadosa para determinar sua etiologia, especialmente quando há suspeita de colestase. A diferenciação entre colestase intra-hepática e extra-hepática é crucial para o manejo adequado do paciente. A ultrassonografia de abdome é o exame de imagem de primeira linha na avaliação da icterícia e colestase. Ela é altamente eficaz para detectar a dilatação das vias biliares, um indicativo de colestase extra-hepática, e muitas vezes consegue identificar o local e a natureza da obstrução (cálculos, tumores). A afirmativa I está correta ao indicar que a USG pode indicar colestase extra-hepática e, ao contrário do que a questão sugere, é bastante eficaz em localizar a obstrução. A colangite esclerosante primária (CEP) é uma doença autoimune que afeta os ductos biliares intra e extra-hepáticos, levando à fibrose e estenose. No entanto, ela não é caracterizada pela presença de anticorpos antimitocondriais (AMA); estes são marcadores da cirrose biliar primária (CBP). A CEP está mais frequentemente associada a anticorpos perinucleares anticitoplasma de neutrófilos (p-ANCA). Portanto, a afirmativa II é falsa. A colestase da gravidez é uma condição intra-hepática que ocorre tipicamente no segundo ou terceiro trimestre e se resolve após o parto, sendo a afirmativa III verdadeira.
A ultrassonografia de abdome é o exame inicial para colestase, sendo muito eficaz para identificar dilatação das vias biliares e, frequentemente, localizar o nível e a causa da obstrução em casos de colestase extra-hepática.
A colangite esclerosante primária (CEP) é frequentemente associada a p-ANCA, enquanto a cirrose biliar primária (CBP) é caracterizada pela presença de anticorpos antimitocondriais (AMA).
A colestase da gravidez é uma condição intra-hepática que tipicamente surge no segundo ou terceiro trimestre, causando prurido e icterícia. Ela geralmente se resolve espontaneamente após o parto, mas pode ter riscos fetais.
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