ENARE/ENAMED — Prova 2026
Homem de 45 anos foi encontrado inconsciente por familiares junto a uma escada de sua casa. Familiares o conduziram em carro próprio, sem medidas-padrão de atendimento pré-hospitalar. Não sabem por quanto tempo ficou desacordado e nem sobre o histórico de saúde. Quando deu entrada no pronto-socorro, encontrava-se inconsciente, com equimose e escoriações na região orbital e palpebral direita, além de escoriações na região cervical posterior e em membros à direita. Não apresentava resposta ao comando verbal, mas respirava espontaneamente com frequência normal. Pressão arterial de 140 x 90 mmHg e pupilas isocóricas. Durante a avaliação, abriu os olhos e começou a se mexer, ainda sem responder a questões ou comandos. Após 30 minutos começou a responder, mas informava não se lembrar de ter caído da escada. Considerando o quadro, a conduta adequada é
Trauma com alteração consciência/amnésia → TC crânio, face, coluna cervical + RX membros + observação hospitalar.
Pacientes com trauma, especialmente com mecanismo de alto impacto (queda de escada), alteração do nível de consciência, amnésia pós-traumática e sinais de trauma em múltiplas regiões (cabeça, face, cervical, membros) necessitam de investigação abrangente por imagem para excluir lesões graves. A observação hospitalar é crucial para monitorar a evolução neurológica.
A avaliação de um paciente vítima de trauma, especialmente após uma queda com alteração do nível de consciência, exige uma abordagem sistemática e abrangente para identificar e gerenciar lesões potencialmente fatais. O mecanismo do trauma (queda de escada) e os achados clínicos (inconsciência, equimoses, escoriações, amnésia pós-traumática) sugerem um trauma de moderada a alta energia, com risco de lesões cranianas, faciais, cervicais e em membros. A tomografia computadorizada (TC) é o exame de imagem de escolha para avaliar o crânio, face e coluna cervical em pacientes com trauma e suspeita de lesões, especialmente na presença de alteração do nível de consciência ou amnésia. A radiografia de membros é útil para avaliar as escoriações e possíveis fraturas. A observação hospitalar é fundamental para monitorar a evolução neurológica e identificar complicações tardias, como hematomas intracranianos de crescimento lento. A liberação precoce sem investigação adequada ou observação pode levar a desfechos adversos.
Sinais de alerta incluem alteração do nível de consciência, amnésia pós-traumática, cefaleia intensa, vômitos persistentes, convulsões, déficits neurológicos focais, sinais de fratura de base de crânio e mecanismo de trauma de alto impacto.
A tomografia de coluna cervical é indicada devido ao risco de lesões na coluna cervical em pacientes com trauma cranioencefálico e alteração do nível de consciência, que podem não conseguir relatar dor ou sintomas de lesão medular.
A observação hospitalar permite monitorar a evolução neurológica do paciente, identificar sinais de deterioração tardia (como hematomas intracranianos que se expandem) e garantir que o paciente esteja estável antes da alta.
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